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PAU - AQUITÂNIA - PIRENÉUS ATLÂNTICOS - FRANÇA



Visita efetuada em Agosto de 2016
NOTA 2016:

Uma segunda passagem por Pau, Pirenéus, França, em direção ao Santuário de Lourdes. Destaques para a Igreja de Saint Jacques, A Igreja de Saint Martin, Torre de la Monnaie, o Château de Pau, ou, Henrique IV, e a Catedral de Notre Damme. A nossa rota pelos Pirenéus (FR, e ES) começa aqui:



Apontamento AuToCaRaVaNiStA:
Visita efetuada em Agosto de 2012
Pau é uma cidade Francesa, pertencente à Região da Aquitânia, Departamento dos Pirenéus Atlânticos.
A cidade de Pau foi a primeira cidade em que paramos para uma ligeira visita, e para desentorpecer as pernas. No alto do socalco vislumbrava-se a Torre de la Monnaie, o Château Henrique IV e a Catedral de Notre Damme.
Pau, Pátria de Henrique IV, é a cidade de todos os recursos, montanhas e estâncias de esqui a 45 minutos, as costas Bascas e dos Landes uma hora de estrada, porta de entrada dos 5 vales Bearneses e as suas estâncias termais (Eaux-Bonnes, Eaux-Chaudes).


O seu panorama único sobre os Pirenéus fará dizer à Lamartine: " Pau é a mais bela vista de terra do mundo como Nápoles é a mais bela vista do mar". Antiga cidade real e capital do Béarn, a cidade recebeu de todos os tempos influências estrangeiras importantes (Ingleses, Espanhóis, Russos, Brasileiros) e permanece ainda hoje muito aberta sobre o exterior.





A descobrir:


- as Igrejas Saint-Jacques e Saint Martin de influências neogóticas
- a igreja de Notre-Dame, de inspiração arte déco, coberta por uma monumental estátua da Virgem à criança
- o Castelo de Pau (Museu nacional do Castelo de Pau) e suas duas torres do século XII
- a torre de la Monnaie, inicialmente torre de espreita defensiva abaixo do castelo.
- o Parlamento de Navarre, à proximidade do castelo
- o palácio de justiça e sua fachada classicamente ornado de colunas elas próprias cobertas de um frontão em mármore branco
- a gare de estilo Eiffel e o funicular asseguram a ligação com o centro histórico
- o Palácio Beaumont, originalmente designado Palais d'Hiver,
- a caserna Bernadotte, que deve seu nome à Bernadotte, oficial inferior francês nascido em Pau e tornado rei da Suécia sob o nome de Charles XIV. A casa natal de Bernadotte, abriga hoje um museu
- o centro Bosquet e o Palácio dos Pyrénées, centros comerciais da cidade com espírito 1800
- "Les Abattoirs ": pole cultural intercomunal (PCI) em Billère: antigos matadouros tornados num centro cultural de arte moderna
- o Museu das Belas-Artes e o Museu da resistência e da deportação, situado no coração do parque Lawrence.

  Nota Interna de Pau:

Aqui, no sopé dos Pirenéus, sempre fomos capazes de construir fortes ligações com a terra circundante. Desde a Idade Média, os tratados garantia a liberdade de movimento e comércio sem fronteiras.
Habitantes de uma terra de paixão, somos guiados por nosso coração, como amante, Pyrene lendária de Hércules, cujo coração bate por toda a eternidade nas montanhas ao qual deu o seu nome. Pau tornou-se ao longo do tempo uma necessidade absoluta ... e a porta dos Pirinéus!

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MORLAÁS - AQUITAINE - PIRENÉUS ATLANTICOS - FRANÇA


Apontamento AuToCaRaVaNiStA:


VILLE DE MORLAÁS:

Morlaás é uma Vila Francesa pertencente à Região de Aquitaine

Limousin - Poitou - Charentes - Departamento dos Pirenéus

Atlanticos - França.

Local de passagem.


A caminho de Lourdes - a seguir por - Pau - Tarbes, Médios Pirenéus, Andorra, e por fim até aos Altos Pirenéus, que nos encheu as medidas de tanta beleza na zona Espanhola.





Morlaás surge um pouco antes da cidade de Pau, é conhecida como a capital do Bearn, nome do Visconde com o mesmo nome, após a a destruição da Ville de Lescar (também tem uma bonita Catedral) no séc IX. A Igreja de Saint Foy de Morlaás foi fundada em 1080. 

Esta é uma Igreja de estilo Românico.



A estátua original de Saint Foy está no relicário da Abadia de Saint Foy Conques em Aveyron. Este foi um dos Santos mais venerados da Idade Média.


Coordenadas GPS: N 43º 20' 40" W 00º 15' 47".

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BARCELONA - ESPANHA



Apontamento AuToCaRaVaNiStA
Segunda visita a Barcelona, desta vez com um objetivo definido que era, a imperiosa visita à Sagrada Família, um colossal edifício sem fim à vista, como no passado com os grandes monumentos, e temos em Portugal um exemplo com as torres imperfeitas (nunca foram acabadas) do Mosteiro da Batalha - Leiria. Arquitetura gigantesca não só no exterior, mas também no seu interior, da autoria de Antoni Gaudi, (já falecido) que continua a evoluir lentamente.
São ainda visíveis muitas gruas, e muitas obras em curso. 




Compreende-se o grande investimento financeiro, mas que se paga a ele próprio com os milhares de turistas diários que a visitam, e diga-se não é nada barato, para visitar o seu interior paga a módica quantia de 15€ por pessoa, que nesta época sazonal tem que ser marcado pelo menos com 1 dia de antecedência, já que está sempre esgotada a lotação para visitas no mesmo dia. 




Fizemos o aparcamento nas imediações da cidade de Barcelona, gratuitamente, muito perto do acesso ao metro, o que permite o acesso muito fácil a 10 metros da Sagrada Família. 





Turisticamente, esta zona é o centro das atrações de Barcelona, são inúmeros os autocarros panorâmicos que param ali para levar os turistas por um roteiro pela cidade de Barcelona, que mais uma vez, não fica nada barato. 

Resumindo, para um casal, fazer todas estas visitas, prepare cerca de 100€. Mais um objetivo turístico realizado em autocaravana.

Devagar vamos indo, vamos visitando, vamos andando.

Para ver as 2 reportagens sobre Barcelona carregue neste link:



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SANTUÁRIO DE LOURDES - PIRENÉUS - FRANÇA


Apontamento AuToCaRaVaNiStA:
O Santuário de Lourdes, um pouco à semelhança de Fátima, atrai muitos milhares de peregrinos, e não só, uns pela devoção a Nª Srª de Lourdes, pela fé na sua generalidade, pela envolvencia em si, pela imponência do local. Esta é a segunda visita, e não queria deixar de realçar o gosto e o prazer de revisitar este local de paz, de tranquilidade, e de boas energias que se respiram sempre que entramos nestes espaços. 



Tivemos a felicidade de coincidir com um feriado nacional dedicado ao peregrino, e que deu a sensação de um 13 de Maio em fátima, mas noutros ambientes, outras culturas, (sobretudo Indiana, Africana), e porque não dizer, noutra dimensão (mais pequena). 


O recinto é na verdade bastante mais pequeno que o recinto de Fátima. A diferença mais notória, é de facto a diversidade de culturas e raças presentes, que estão sempre, (pelo menos das 2 vezes que lá estive) em maior numero que a ocidental.
Em matéria de estacionamento para autocaravanas, fico sempre no parque La Pacca, a 100 metros da avenida principal que dá acesso ao Santuário. Tem WCs público que desenrasca o despejo da cassete por 0.50€. Da primeira vez, havia água um pouco mais abaixo, junto ao parque dos autocarros, que verifiquei, tinha um taco. Não há água, está indisponível até ao momento. 


Quero alertar os autocaravanistas, para as Áreas de Serviço que existem na estrada de acesso a Lourdes, que aparecem inocentes com a placa de despejos para manutenção, que está disponível à entrada, sem qualquer informação de pagamento, ou de algum custo, e à saída é apanhado de surpresa com um custo, que no nosso caso, foi abusivo, pediam 20€ (preço de pernoita) que não fizemos, apenas os serviços de manutenção básicos, e tivemos que ameaçar com a policia, para depois se ficarem por 5,00€, que mesmo assim achei caro pelo serviço prestado, mas acabamos por ceder para ficar com a fatura (obrigamos a retificar a fatura 2 vezes) e que denunciamos aqui, como gente oportunista, e sem escrúpulos. O nome e a direção é: Nadine et Jean Marc Vivés - 28 - Rout de Bartres - Loubajac France - a poucos quilómetros de Lourdes, lado esquerdo,  no sentido Pau - Lourdes. A evitar.


              HISTÓRIA:
A história do Santuário de Lourdes, da Santa Bernardette, e da Nossa Senhora de Lourdes, já a transcrevemos no post anterior referente a Lourdes, pelo que, para não nos estarmos a repetir, os reportamos para essa postagem (FR - Lourdes). 

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HÁ CALDO NA ALDEIA - UL - OLª DE AZEMÉIS CPF - PORTUGAL



Apontamento AuToCaRaVaNiStA:
Esta foi mais uma bonita representação da Confraria da Panela de Ferro do Grupo AuToCaRaVaNiStA Português em mais uma demonstração, como se confeciona um caldo à moda antiga, um caldo de aldeia confecionado nas tradicionais panelas de ferro Portuguesas, em fogo de lenha. "Vêr a Receita aqui:" A Confraria da Panela de Ferro, tem como seu principal objetivo promover os velhos costumes e tradições gastronómicas, sobretudo comida confecionada à moda antiga nas tradicionais panelas de ferro à portuguesa de 3 pernas, a fogo de lenha. 

Esta demonstração levada a cabo no Evento: "Há Festa na Aldeia", em que nós participamos com o tema, "Há Caldo na Aldeia com a Confraria da Panela de Ferro do Grupo AuToCaRaVaNiStA Português". Nas duas edições que efetuamos, a primeira em 2015, a segunda agora em 2016, foram demonstrações únicas e não repetíveis. Por esta razão, quem participou na primeira, não vivenciou a experiência da segunda, assim como quem só participou na segunda, não vivenciou a experiência da primeira. Ambas foram uma experiência única, irrepetível, e muito enriquecedoras ao nível pessoal. 



Devido à sua pesada logística, e porque já experimentamos as duas situações que nos encheu de orgulho, e enriqueceu como pessoas que gostam das tradições gastronómicas, provavelmente não repetiremos mais nestes moldes, pelo que, quem experimentou esta experiência, concerteza guardará na sua memória enquanto autocaravanista, já que é única e irrepetível.


A Confraria da Panela de Ferro tem permanência vitalícia, e é parte integrante do Portal AuToCaRaVaNiStA - Grupo AuToCaRaVaNiStA Português, contudo as atividades gastronómicas serão muito mais seletivas e descontinuadas no tempo, devido essencialmente ao desgaste natural da organização, e sobretudo da administração, com estas logísticas bastante pesadas.


Rio Ul no Parque Temático Molinológ.

Daremos concerteza mais atividade através da secção C.P.F. Portugal - Certificação Gastronómica, uma secção da Confraria da Panela de Ferro, mais virada para dentro. Uma atividade que a CPF - Portugal intensifica nas épocas sazonais de Primavera e Outono, estações que convidam mais à gastronomia, ao prazer dos sabores, e dos aromas das aldeias de Portugal, locais de eleição da CPF - Portugal.



CPF - Portugal uma secção da Confraria da Panela de Ferro, virada para a degustação e certificação da gastronomia portuguesa. tradicional e regional da antiga cozinha Portuguesa. Uma atividade gastronómica, lúdica, e sobretudo Promocional das Panelas de Ferro Portuguesas de 3 pernas.

Organização: Domingos Oliveira, e Joaquim Mendes, pela CPF - Portugal.

ESTAMOS AÍ.


Apontamento AuToCaRaVaNiStA:

C O N V I T E :
HÁ CALDO NA ALDEIA COM A CONFRARIA DA PANELA DE FERRO.

A Confraria da Panela de Ferro promove as antigas tradições da gastronomia portuguesa e mais uma vez na edição do "HÁ FESTA NA ALDEIA" uma organização da ADRITEM, FAMOA, AZEMÉIS É VIDA, e UF de UL, OL. AZ.

REALIZAÇÃO: Parque Temático Molinológico de Ul - Olª Azem.
"PROJETO ALDEIAS DE PORTUGAL".
Inscrições muito limitadas por motivo de gestão.

Aberto aos autocaravanistas em geral. De autocaravana ou de automóvel, só é necessário fazer a inscrição. Esta é uma representação da Confraria da Panela de Ferro Grupo Autocaravanista Português, não é nenhum encontro ou concentração, é sobretudo uma representação da nossa Secção de Gastronomia da C.P.F. do Grupo AuToCaRaVaniStA Português. É necessária a inscrição por motivo de logística do espaço, e do caldo que será oferecido aos inscritos e convidados.
AGRADECIMENTO: Colaboração especial de Domingos Oliveira, sem o qual não teria sido possivel a realização deste Evento.

"RESERVADO O DIREITO DE ADMISSÃO"
 Coordenadas GPS - N 40º 48' 50" - W  08º 29' 44"
Veja aqui o local edílico onde se realiza este evento:CLICK AQUI:


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PONFERRADA - LEON - ESPANHA


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A Cidade de Ponferrada, pertence à Região Del Bierzo, Província de Castela y Leon, Espanha.
Uma cidade carregada de História e tradição. Visitamos também algumas das suas mais antigas aldeias situadas em plena serra, com acessos apertados, mas para quem já está habituado, mais centimetro menos centimetro na passagem estreita, ou na altura dos beirais, lá se vai avançando na descoberta e na adrenalina da aventura. 



Quanto à cidade de Ponferrada, existe um parque para autocaravanas muito próximo do centro, e do Casco Histórico, com área de Serviço para Autocaravanas, gratuíto, e fora dos ruídos de transito. Fica nas traseiras do Abrigo para peregrinos a caminho de Santiago. As coordenadas estão numa foto do slide-show. Veja a foto-reportagem, e descubra todas as incidências desta visita.



             HISTÓRIA:
A cidade de Ponferrada tem as suas origens na Idade Média, emergindo como uma solução em torno do Caminho de Santiago.

No final do século XI, o bispo Astorgano Osmundo, ordena a construção de uma ponte sobre o rio Sil para facilitar a passagem para os peregrinos a Compostela.
É o "Pons Ferrata" que da nome a um centro primitivo e sua população, o "Puebla de San Pedro", nome que é dedicado para a sua igreja românica construída no século XII.

O bairro primitivo, junta-se à pequena cidade que o rei de Leão, Fernando II, construído em um promontório rochoso em torno de uma cerca.

Esta exposição será expandida nos séculos seguintes como uma fortaleza dos Templários como uma residência para os monges e outros senhores feudais, sendo o distrito que se estabeleceu como cidade de Ponferrada.



Por volta do ano 1178, através da concessão de Kings of Leon, os Templários estão por todo lado, ao longo do Caminho de Santiago. O Rei Alfonso IX doa terras aos Templários de Ponferrada dando assim autonomia para a vigilancia, com a missão de proteger aqueles que vêm em peregrinação a Compostela, que sofriam muitos abusos cometidos contra eles.



Ponferrada na sua história, dizem as crônicas que os primeiros Templários vieram com o mestre provincial Guido de Garda. e Fray Helias iria ser o primeiro comandante de Ponferrada. São-lhe atribuídos feitos de todos os tipos, incluindo a descoberta da imagem da Virgen de la Encina, padroeira da região de El Bierzo, por volta do ano de 1200, no interior de um carvalho oco.
Com a dissolução da Ordem do Templo, a cidade torna-se importante desde Castela à Galiza. O enclave, passa de posse de famílias diferentes que se estendem e ampliam os seus limites: "Castros e Osorios", principalmente o Conde de Lemos, Pedro Alvarez Osorio.

Ponferrada desenvolve-se como cidade entre o século XVI eo século XVIII, um período em que os edifícios mais singulares e notáveis ​​são construídos.

No início do século XX, a descoberta e exploração de recursos minerais, minério de ferro e carvão, bem como a instalação em 1949 da fábrica térmica de ENDESA, que vai mudar o curso agrícola da cidade com uma rápida decolagem econômica que faz com que se desenvolva o capital da região.

O seu status, centro geográfico do território, faz de Ponferrada o ponto de partida ideal para se tornar numa terra cheia de magia na sua paisagem e história "El Bierzo".

Fonte: Portal de Turismo de Ponferrada

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MONFORTE DE LEMOS - LUGO - ESPANHA


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Monforte de Lemos é uma cidade pertencente a Província de Lugo, Região Autónoma da Galiza, Espanha. Uma cidade com imensos espaços verdes, uma vida noturna em consonância com quase todas as cidades Espanholas, que principalmente no verão, vivem intensamente a noite, o saudável convivio e confraternização, sempre à volta de uma bebida sempre acompanhada com umas tapas, uns pintchos, ou mesmo uns bocadilhos, que eu pessoalmente não sou fã, mas alinho sempre de boa vontade. 



Monforte de Lemos, está também ela carregada de História, principalmente do tempo das evasões Napoleónicas. Para provar isso mesmo, a Torre de Menagem, e a sua muralha circundante, demonstra o quão importante foi Monforte de Lemos na defesa do seu Território. Como não há 2 sem 3, ao nível religioso, tem o seu ex libris no Mosteiro de S. Vicente do Pino, e Palácio dos Condes de Lemos, agora Parador de Turismo, que reúnem o seu maior Conjunto Monumental do Séc. XVI. 


O El Escorial de Galicia do Séc XV ao Séc. XVII, é seguramente a obra mais imponente de Monforte de Lemos conhecida também por "Colexio dos Pais Escolápios" que alberga o Mosteiro e a Igreja principal da Cidade. Para estacionar a autocaravana, tem no centro da cidade um grande parque junto ao Conjunto Monumental.


            HISTÓRIA:
A origem de Monforte localiza-se no monte de São Vicente. Esta atalaia, que ainda hoje domina a cidade, foi em suas origens conhecida pelos romanos como "Castro Dactonio". Antes da chegada destes, viviam no castro os Lemavos, cujo nome significa "habitantes da terra fértil" (Lemos: terra úmida e viçosa).
Embora o assentamento foi destruído no século VIII pelos muçulmanos, o ressurgir com força ao estabelecer nele a comunidade beneditina, encarregada de repovoar o território e espalhar o cristianismo. Também se estabelece aqui uma importante colônia judaica dedicada ao comércio da seda, a prata, o couro e os lenços.


Monforte será, na época medieval, um singular exemplo de cidade-fortaleza, construída em torno de um mosteiro e um castelo, localizado no alto de um monte e contornados por uma muralha salpicada de torres defensivas. A seus pés o rio Cabe, fonte de riqueza e de vida. Da muralha ainda se conservam amplos trechos, três torres, uma delas a imponente Torre de Menagem que ainda hoje pode visitar e três portas de acesso.


Conjunto Monumental de São Vicente
O nome de Monforte tem a sua origem nos vocábulos latinos Mons Fortis: Monte Forte. Este nome aparece, pela primeira vez referido à cidade, em um documento do século XII. Nesta época, já havia iniciado a chamada refundação de Monforte, protagonizada pelos senhores de Lemos: os Castro. No século XV, os Castro obter o Condado de Lemos à perpetuidade, ficando ligada à cidade por séculos. Também em Monforte se deixar sentir as revoltas dos camponeses contra a opressão dos senhores feudais, donos de vidas e fazendas. O movimento Irmandinho teve especial repercussão, uma vez que um dos que lutou e derrotou os rebeldes foi o primeiro Conde de Lemos.


VII Conde de Lemos
Nos anos de esplendor


Monforte viver anos de glória nos séculos XVI e XVII, quando o VII Conde de Lemos ocupa importantes cargos na Corte; como o de Presidente do Conselho de Índias, vice-rei de Nápoles e Presidente do Conselho Supremo da Itália.

O Conde foi também mecenas de grandes literatos como Cervantes, Lope de Vega, Quevedo e Góngora. Seu maior legado para a cidade foi a doação de sua coleção privada de arte sacro espanhol e italiano que forma, hoje em dia, o Museu de Arte Sacra das Mães Clarisas, um dos mais importantes de Espanha.



O Cardeal Rodrigo de Castro


Tio-avô do conde, deixar também a sua marca na cidade com a construção do imponente edifício do Colégio de Nossa Senhora da Antiga, conhecido como o Escorial Galego, que além de seu apelo arquitetônico abriga no interior impressionante retábulo da Igreja (obra de Francisco de Moure) e uma importante coleção pictórica na qual se destacam as obras de El Greco.



A invasão napoleónica

No início do século XIX, Napoleão Bonaparte tentar a invasão de Espanha e Monforte voltará a cobrar protagonismo ao se opor ao invasor formando a Junta de Monforte, presidida pelo abade de São Vicente.

A cidade se tornou um centro de fabricação e distribuição de armas, bem como de recrutamento e equipamento de solda. Tudo isso levou, sem dúvida, que os franceses se decidissem a arrasar Monforte.

A ferrovia

No final deste mesmo século, no 1883, o rei Afonso XII inaugura a linha ferroviária Madrid - Corunha,-line que torna a capital de Lemos num importante nó ferroviário. Dois anos mais tarde, em 1885, o mesmo rei concede a Monforte o título de Cidade.

A chegada da ferrovia marca uma época de crescimento em todos os aspectos, tanto sociais como econômicos. Vinculado à presença do trem, Monforte contará com várias associações e colectivos de carácter político e sindical, tornando-se uma cidade florescente e muito ativa. 

Mas em meados do século XX, este motor de vida que era a ferrovia, foi aos poucos despezado; o nó ferroviário, juntamente com o posto de comando, foram transferidos para Ourense, e a maioria dos workshops ferroviários, que se consideravam os mais importantes da Galícia, transladaram-se a Leão. Começou então uma era de decadência econômica.

Fonte: Ayuntamiento de Monforte de Lemos



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