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BARRANCOS - ALENTEJO - BEJA

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Barrancos, pequena Vila Alentejana encostada a um grande centro histórico Espanhol, de nome Aracena, que damos também o devido destaque no nosso portefólio. Barrancos é uma Vila Portuguesa raiana pertencente ao Distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo. 


Barrancos é conhecido pelas suas tradições tauromáticas, e foi recentemente legalizada a corrida de toiros de morte, proibido pela lei Portuguesa, mas aberta uma exceção por ter tradições já muito antigas. Património histórico visível, destaco a igreja matriz, e as ruínas do Castelo.



           HISTÓRIA:

Historicamente, o território que hoje ocupa o concelho de Barrancos foi ocupado por diferentes civilizações, desde o calcolítico, sendo ocupado depois pelos romanos, visigodos e posteriormente conquistado aos Mouros em 1167, por Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador. Após processo de conquista, D. Sancho I ordena o seu repovoamento em 1200. Por essa época, a sede de concelho situava-se na Vila de Noudar (dentro da fortaleza do Castelo do mesmo nome). Em 1295 é concedido foral por D. Dinis à Vila de Noudar, altura em que seria definitivamente incorporada no Reino de Portugal.

A Vila de Noudar, permanece estável durante cerca de 500 anos após a concessão de foral, no entanto, em 1825 inicia-se um lento processo de despovoamento devido à perda da sua importância estratégica e militar o que permitiria a transição da sede de município para a actual vila de Barrancos, assistindo-se ao desaparecimento gradual da sua população. Barrancos, resulta então, de uma transferência de população e poder municipal da antiga Vila Noudar, tendo cumprido recentemente um século de Restauração do Município de Barrancos em 1998, fruto de uma Reforma Administrativa onde foi incorporado no concelho de Moura de 1896 a 1898.
Fonte: www.cm-barrancos.pt

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BARCELOS - BRAGA

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Barcelos é um Município pertencente ao Distrito de Braga, Região Norte de Portugal, e é sobejamente conhecido pelo seu galo, e pela sua lenda. É comum depararmos nos com galos gigantes nas diversas ruas da cidade de Barcelos. Cidade com muita história muito património edificado, e por isso um local a visitar. Servido pelo rio Cávado, tem-se uma vista deslumbrante do alto dos Paços do Conde, um Castelo Palácio, mandado construir por D. Afonso 1º Duque de Bragança e 8º Conde de Barcelos.


   Igreja Matriz de Barcelos:
A sua construção iniciou-se entre 1325 e 1328, com D. Pedro, 3º conde de Barcelos, estando as suas armas patentes nas arquivoltas do portal principal. O seu portal gótico contém ainda alguns motivos decorativos ao gosto românico. Foi o 9º conde, D. Fernando, que conseguiu que o arcebispo de Braga instituísse a Colegiada de Barcelos, em 1464. Foi ampliada nos séculos XV, XVI e XVIII. A frontaria, bastante transformada ao longo dos séculos, resulta na sua parte superior de um restauro do início deste século, quando lhe foi acrescentada a rosácea e a torre sineira. O órgão, atribuído a Miguel Coelho, remonta a 1727, assim como os azulejos historiados que cobrem as paredes no interior. Merecem destaque, também, as imagens de Nossa Senhora da Franqueira, obra gótica do séc. XV, de Nossa Senhora em pedra de ançã do séc. XIV e de Nossa Senhora da Assunção do séc. XVIII. Classificada como Monumento Nacional por Decreto Nº 14425 de 15-10-1927. 


Paço dos Condes de Barcelos:

É um castelo apalaçado característico dos fins da Idade Média, construído na primeira metade do séc. XV, por D. Afonso, 8º Conde de Barcelos, 1º duque de Bragança. As suas 4 chaminés com altos canudos simbolizavam a casa mais rica de Barcelos. Faltam às ruínas de hoje algumas partes importantes deste castelo apalaçado, tais como a torre que se prolongava sobre a entrada da ponte e 3 das 4 chaminés com canudos altos. A sua ruína ter-se-á iniciado a partir do séc. XVIII. A partir dos fins do séc. XIX, estas ruínas passaram para o cuidado da Câmara Municipal de Barcelos. O Museu Arqueológico de Barcelos foi instalado neste espaço no início deste século. Classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16-6-1910. 


Ponte Medieval sobre o Cávado:


Edificada sobre o Rio Cávado, faz a ligação entre Barcelos e Barcelinhos. A ponte deve-se a D. Pedro, 3º conde de Barcelos, e estaria concluída em 1328, tendo reforçado o papel de pólo comercial e de prestigiado local de passagem que Barcelos já tinha. A sua construção veio alterar o itinerário do Caminho de Santiago que, antes entrava em Barcelos, pela Fonte de Baixo. É uma edificação gótica com laivos românicos, com cinco arcos desiguais em ogiva, defendida a montante com os talhamares agudos e a jusante com contrafortes quadrangulares. Classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16-6-1910. 

Pelourinho de Barcelos:
Também denominado "Picota", localiza-se junto à Igreja Matriz de Barcelos e é constituído por uma base robusta, fuste de recorte octogonal e um remate em "gaiola" muito ornamentado, ao gosto do Gótico final. A sua cronologia deverá situar-se entre o fim do séc. XV e o início do XVI. O seu local original seria a praça entre os Paços do Concelho e a Igreja Matriz - Largo da Picota -, tendo sido restaurado e colocado no seu local actual no início deste século, à custa da demolição das casas existentes em frente à Igreja Matriz. Classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto Nº 23122 de 11-10-1923. 


Torre da Porta Nova:


Faz parte da muralha do séc. XV. Originalmente denominada Torre do Cimo de Vila, é a única existente das 3 torres (com as torres da Ponte e da Porta do Vale), que correspondiam às entradas principais da vila, associadas a 2 torreões (do Fundo de Vila e do Pessegal) que protegiam entradas menores. A Torre era inicialmente em forma de U, aberta para o interior da vila - barbacã de porta -, permitindo a passagem em cotovelo, formando a entrada e a saída um ângulo recto, o que facilitava o controlo das pessoas No séc. XVI ter-lhe-ão acrescentado o remate com cornija renascentista e as ameias decorativas (que vieram substituir as ameias primitivas) e enriquecida no cimo com pequenas gárgulas. Só em 1631 que lhe terão acrescentado a parede de pedra voltada a oeste, com as várias janelas que hoje observamos. Teve, ao longo dos séculos, diversas funções, entre as quais a cadeia desde o séc. XVI até 1932. Actualmente aqui funciona a Delegação de Turismo de Barcelos e o Centro de Artesanato. É Monumento Nacional por Decreto Nº 11454 de 19-2-1926. 

Igreja de Nossa Senhora do Terço:
Faz parte do antigo convento de freiras beneditinas, datado do início do séc. XVIII. Com a lei de 1834, o mosteiro foi vendido e completamente descaracterizado, salvando-se apenas o portal e a igreja, porque entregue aos cuidados da Confraria do Terço. Apesar do seu exterior modesto, a igreja apresenta um deslumbrante espaço interior e é um dos mais excelentes e densos interiores barrocos de Portugal, pelos azulejos que cobrem todas as paredes, pela talha dos seus 3 altares e o púlpito e pelas pinturas do tecto. A sua importância na arte barroca advém sobretudo dos seus grandiosos painéis de azulejo azul e branco, datados de 1713, mostrando cenas da vida de S. Bento e emblemas moralizantes. Possui imagens de N. Sr.ª do Terço, em madeira, do séc. XVIII, uma escultura em pedra ançã de N. Sr.ª da Abadia, datada de meados do séc. XVI, que se encontrava num nicho da Porta Nova, no final da Rua Direita, aqui recolhida quando este foi destruído, e um Cristo Crucificado que poderá datar do séc. XV. Classificada como Imóvel de Interesse Público por Decreto Nº 47508 de 24-1-1967. 

Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz
A sua origem está relacionada com o aparecimento miraculoso de uma Cruz de terra negra no chão barrento do Campo da Feira em Dezembro de 1504. Neste local construiu-se em 1505 uma capela, com uma imagem do Senhor da Cruz, que um rico comerciante trouxera da Flandres. O templo actual abriu ao culto em 1710. É um edifício de cúpula e planta centrada com o espaço interior disposto em cruz latina, da autoria do Arquitecto João Antunes. O exterior mostra um jogo entre planos e redondos e entre o granito e a cal branca. No interior temos azulejos azuis e brancos da mesma época, com cenas da Via Sacra e motivos vegetais (da autoria de João Neto), e talha dourada (essencialmente da autoria do escultor e entalhador barcelense Miguel Coelho). A imagem do Senhor Bom Jesus da Cruz é uma escultura quase em tamanho natural, em madeira de carvalho, uma extraordinária obra de arte flamenga, dos inícios de quinhentos. Só o rosto e as mãos estão pintadas. A sua devoção está relacionada com as actividades marítimas, que se desenvolveu nos finais do séc. XV. É em torno deste santuário que Barcelos organiza as maiores festas do seu concelho - Festas das Cruzes. Classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto Nº 42007 de 6-12-1958. 

MUSEU ARQUEOLÓGICO AO AR LIVRE.
O Museu Arqueológico encontra-se instalado na área envolvente das ruínas do Paço Condal. Contém peças provenientes de diferentes locais do concelho, representativas de diversas fases da história de Barcelos. No que respeita ao Paço dos Condes de Barcelos, este foi construído na primeira metade do século XV, pelo 8.º Conde de Barcelos, 1.º Duque de Bragança. Faltam às ruínas de hoje algumas partes importantes deste castelo apalaçado, tais como a torre que se prolongava sobre a entrada da ponte, parte da ala norte com o passadiço que a unia à Colegiada, actual Igreja Matriz, e das quatro chaminés com canudos altos resta apenas uma. Tendo sido alvo de vários projectos de restauro, desde o início deste século, estes nunca se concretizaram e apenas se procedeu à consolidação das estruturas. Propriedade da Câmara Municipal de Barcelos, desde fins do século XIX, é monumento nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910. Instalado neste espaço, o Museu Arqueológico foi criado oficialmente em 1920. Já antes desta data, se utilizava a área das ruínas do Paço dos Condes para guardar peças líticas que eram encontradas por todo o concelho, de épocas muito distintas, fruto de achados ocasionais ou provenientes do desmantelamento de monumentos arquitectónicos. Uma boa parte das peças terá sido depositada em redor das ruínas, nos primeiros decénios deste século. Anos mais tarde, será a vez da vizinha Colegiada ofertar as peças que tinham ficado desactivadas com o restauro. O Museu Arqueológico acolhe elementos em granito, que vão desde a Pré-História aos finais da Época Moderna, entre os quais se contam o menhir de Feitos/Palme, sacrófagos medievais, símbolos heráldicos, marcos da Casa de Bragança, elementos arquitectónicos românicos de igrejas ou mosteiros desmantelados. Destaca-se ainda o Cruzeiro do Senhor do Galo, ex-libris de Barcelos, datado dos inícios do século XVIII. 
Fonte: www.cm-barcelos.pt

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BARCA D'ALVA - LINHA FÉRREA FRONTEIRIÇA - GUARDA

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Barca d'Alva é uma localidade Duriense, banhada pelo rio Douro, e foi outrora bastante importante quando os caminhos de ferro eram o principal meio de transporte para mercadorias e pessoas na região Duriense a norte de Portugal, e a nossa vizinha Espanha, nomeadamente para Salamanca. Atualmente é desolador o estado a que chegou esta estação de caminhos de ferro, e mesmo a completa destruição da ponte que fazia a ligação a Espanha. Se querem aproveitar os recursos do País para o desenvolvimento turístico, porque não aproveitar este troço em conjunto com Espanha para fins turísticos!. Este é sem dúvida um traçado muito atrativo pelo interesse turístico, e ninguém faz nada para o preservar!.


               HISTÓRIA


Linha do Douro De La Fregeneda a Barca d' Alva foram milhares os trabalhadores que permitiram que a 8 de Dezembro de 1887 fosse inaugurada uma das mais belas e majestosas obras de engenharia civil: a linha de caminhos de ferro entre as localidades de Barca d' Alva (Portugal) e La Fuente de San Esteban (Espanha). Numa extensão de 77 Km, ao longo de um quase impossível traçado, digno dos mais espantosos cenários de filme de aventuras, foi necessário o engenho humano para construir 20 túneis e 13 pontes por entre graníticas e imponentes montanhas. Num trabalho de dimensão faraónica que durou 12 anos, perfuraram-se montanhas e uniram-se encostas, tudo para permitir vencer o isolamento secular das terras da província espanhola de Salamanca, permitindo desta forma que as mercadorias transportadas pudessem escoar os seus produtos, por mar, na cidade do Porto. Percurso de La Fregeneda a Barca d'Alva nha entre La Fregeneda e Barca d' Alva, com os seus 17 km de extensão é o troço mais percorrido por grupos de turistas e apreciadores de bons passeios a pé. Em cerca de 4 a 5 horas de percurso a linha desce da altitude de 483 metros (La Fregeneda) para os 115 metros (Barca d'Alva).

A melhor forma de aceder a La Fregeneda é pela estrada SA-517 que une Salamanca a Vega Terrón (a povoação da província de Salamanca mais perto de Portugal), passando por La Fregeneda. Bilhete gentilmente cedido por Antonio Carabias www.iespana.es/eliberia Túnel nº 4 e Ponte de "Poyo Rubio" A paisagem é de sonho... o "poema geológico" de Miguel Torga, é aqui ainda mais poderoso e majestoso, rendilhado a filigrana pelo ferro das pontes e das vias férreas agora oxidadas. Guiados pelos carris, hoje oxidados, que desenham nas encostas o caminho outrora trilhado pelos comboios, ao longo dos túneis, nas pontes e nas estações abandonadas encontram-se hoje centenas de visitantes vindos dos 4 cantos do mundo, em excursões organizadas e meticulosamente preparadas. Para quem se desloca no sentido de La Fregeneda para Barca d' Alva, a estação de La Fregeneda dista cerca de 1,5 km da povoação de La Fregeneda.

O túnel nº 1 com a extensão de 1.5 km e com um traçado em linha recta é o mais extenso de todos os túneis. A ponte "Morgado" com os seus 21 metros de extensão e 21 metros de altura localiza-se entre os túneis nº 2 e nº 3. Entre os túneis nº 4 e nº 5 encontra-se a magnífica ponte de "Poyo Rubio", com os seus 133 metros de comprimento e 22 metros de altura, aonde já faltam inclusivé muitos metros dos passadiços de madeira que ladeiam a ponte, o que torna algo perigosa a sua travessia. Ponte de "Poyo Valiente Após uma apertada curva no final do túnel nº 6 surge ao quilómetro 7,5 a ponte curva de "Poyo Valiente", com os seus 45 metros de extensão e 16 metros de altura. As vistas sobre o rio Águeda, que separa os dois países ibéricos, são fantásticas. Percorremos um total de 18 túneis até chegarmos à ponte Internacional do Douro com com seus 185 metros de comprimento, e que nos conduz à povoação portuguesa de Barca d' Alva. Garganta do Águeda Quem já alguma vez pisou aquela erva que, por entre os carris, teima em crescer, relata com emoção a tristeza do actual estado de abandono, provocado pelo encerramento da via férrea a 1 de Janeiro de 1985... talvez um dia os carris voltem a brilhar. 
Texto enviado por Fernando Silva.

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AVÍS - PORTALEGRE

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Avìs é uma Vila Alentejana pertencente ao Distrito de Portalegre, e uma das Vilas de Portugal com mais história e património edificado. Terra de Mestre de Avís, e também dos habitantes Alentejanos que lá residem, muito bem dispostos, pelo menos os que estão perto da tasca, como os que posaram com uma boa dose de humor para a objetiva do Portal  AuToCaRaVaNiStA.



Como em quase todas as cidades, vilas, e aldeias históricas de Portugal, há sempre um cicerone anónimo disponível para orientar um turista, como foi o caso, mas foi a disponibilidade da menina do posto de turismo, que teve a amabilidade de nos levar a ver a cisterna da Vila, que se encontrava fechada, e que fica por baixo do casario existente actualmente, com uma passagem bastante estreita por entre casas com o acesso à escadaria que nos leva às profundezas, que diga-se com o calor parecia ter ar condicionado.


Existe contudo ainda muitas obras a realizar em edifícios de interesse histórico, que por motivos burocráticos e de propriedade, estão em ruínas, e ainda sem futuro à vista, o que é uma pena, mas enfim! É o que encontramos um pouco por todo o nosso Portugal histórico.

                  História:


A vila de Avis desempenhou um papel de destaque na História do nosso País, por ter sido a sede de uma das mais importantes Ordens Militares e ter dado nome à mais emblemática dinastia portuguesa. A primeira referência ao lugar de Avis em documentação medieval portuguesa data do século XIII, quando, no âmbito da Reconquista, ali foi sediada uma importante Ordem Militar que adoptou o mesmo nome.






A Ordem usufruía, então, de um forte poder secular e religioso na vila, não tendo sido permitida a instalação de qualquer outra entidade religiosa, de forma a evitar a existência de mais um concorrente na posse de bens e direitos. A definição da origem de Avis não é, no entanto, consensual, uma vez que alguns documentos apontam para a preexistência desta localidade em relação à Ordem Militar que ali se instalou, fazendo referência à doação destas terras por Afonso II aos freires de Évora, em 1211, para que aí construíssem uma fortaleza e formassem uma povoação. Há ainda autores que consideram que os monumentos megalíticos existentes revelam que os primeiros povoadores terão ali chegado na Idade do Ferro.


Existem também alguns registos alusivos a desvios das vias romanas até Avis, que remontam ao século X, o que revelava já então a existência de um núcleo populacional. Em Avis subsistem ainda alguns vestígios islâmicos que apontam para a presença de comunidades muçulmanas neste lugar. Neste contexto, a doação das terras a uma entidade religiosa só pode ser entendida como forma de impor uma nova autoridade no âmbito de um longo processo de Reconquista, em que se procurou estender, progressivamente, a fronteira cristã a sul. Apesar do passar dos séculos, da evolução dos gostos e das mentalidades, Avis conserva ainda o traçado das ruas estreitas e algumas construções que testemunham a origem histórica da Vila.

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NOSSA SENHORA DA PENEDA GERÊS - ARCOS DE VALDEVES

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Imponente e magestoso surge o Santuário de Nossa Senhora da Peneda, em Arcos de Valdevez, na freguesia de Gavieira, a caminho da vila de Melgaço, à primeira vista parece-nos o Senhor dos Remédios em Lamego, já que a semelhança é muito recalcada, seja na escadaria, seja nas capelas que retratam a crucificação e paixão de Cristo. Tem como data provável de inicio da sua construção, finais do século XVIII, a julgar pela data inscrita na coluna existente ao cimo da escadaria de acesso. Acredita-se que neste local tenha existido uma pequena ermida construída para lembrar a aparição da Senhora da Peneda, cujo culto foi crescendo e motivou a construção do santuário.

Este lugar de culto é constituído pelo designado, escadório das virtudes, com estatuária que representa a Fé, Esperança, Caridade e Glória, datada de 1854, a igreja principal, terminada em 1875, o grande terreiro, o terreiro dos evangelistas e a escadaria com cerca de 300 metros e 20 capelas, com cenas da vida de Cristo. A Festa da Senhora da Peneda é anual, tem a duração de uma semana, entre dia 31 de Agosto e oito de Setembro.



   Lenda da Peneda:
A Senhora da Peneda terá aparecido a cinco de Agosto de 1220, a uma criança que guardava algumas cabras, a Senhora apareceu-lhe sob a forma de uma pomba branca e disse-lhe para pedir aos habitantes da Gavieira, para edificarem naquele lugar uma ermida. A pastorinha contou aos seus pais, mas estes não deram crédito à história. No dia seguinte quando guardava as cabras no mesmo local, a Senhora voltou a aparecer, mas sob a forma da imagem que hoje existe, e mandou a criança ir ao lugar de Roussas, pedir para trazerem uma mulher entrevada há dezoito anos, de nome, Domingas Gregório, que ao chegar perto da imagem recuperou a saúde.

Fonte: http://www.guiadacidade.com


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MOSTEIRO DE SANTA MARIA DO BOURO - AMARES

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O Mosteiro de Santa Maria do Bouro, fica situado na Freguesia com o mesmo nome, pertencente ao Concelho de Amares, Distrito de Braga. Foi em tempos idos um Mosteiro (Convento) Cisterciense do século XII, da grande Ordem de Cister, e que atualmente está a desempenhar a função de Pousada, resultado da restauração do edifício por privados para fins turísticos. De salientar a grande qualidade deste espaço, que manteve a traça original adaptada à finalidade para que foi convertido. A visita ao Mosteiro é possível desde que de forma discreta (tipo cliente).




             HISTÓRIA:

Visitar o Concelho de Amares é realizar uma viagem pela história, na medida em que são muitos os monumentos que retratam épocas documentadas que se relacionam directamente com os grandes momentos da história de Portugal.



O Mosteiro e Pousada de Santa Maria de Bouro é um exemplar desta riqueza. Classificado como Imóvel de Interesse Público, situado na freguesia de Bouro Santa Maria, foi fundado no século XII. O Mosteiro pertenceu à Ordem de Cister e é caracterizado pela sua arquitectura religiosa, românica, maneirista, barroca, rococó, neoclássica e contemporânea. De salientar, a sacristia forrada a azulejos do século XVIII, onde é retratada a vida de S. Bernardo, um tesouro artístico legado pelos nossos antepassados e desconhecido dos mais atentos olhares.
Parte do mosteiro (convento) foi adaptada para uma “Pousada de Portugal”, considerada hoje uma unidade hoteleira de referência.



Na origem do actual edifício está uma construção que terá sido habitada por eremitas, cujo orago era São Miguel. Em 1148 D. Afonso Henriques doou o couto a monges beneditinos. Em 1195 o Mosteiro deixa a regra beneditina passando a reger-se pela de Cister invocando Nossa Senhora da Assunção. Os vários edifícios monacais desenvolviam-se lateralmente à igreja de três naves, tendo como referência o claustro central. Durante a crise de 1383-1385 o abade do mosteiro juntou 600 homens em defesa da fronteira da Portela do Homem, conseguindo suster o avanço das tropas galegas. Como reconhecimento pelo seu papel D. Nuno Álvares Pereira agraciou o abade com o título de Capitão-Mor e Guarda das Fronteiras dando-lhe a prerrogativa de poder levantar exército, sempre que considerasse necessário. Apesar de ter prosperado rapidamente graças ao apoio real, à sua localização, e à actividade dos frades, o mosteiro veio a entrar num processo de degradação a partir do século XV, a que não terá sido alheia a instauração do regime dos abades comendatários chegando ao século XVI em estado de quase ruína. Nos finais do século XVI, com a criação da Congregação Autónoma Portuguesa, iniciaram-se as obras de recuperação incluindo novas decorações em talha e azulejos, que prosseguiram até meados do século XVII. Invocando as suas origens, a fachada da igreja, sujeita a profundas remodelações, exibe as imagens de São Bernardo e São Bento com a virgem ao centro. Por sua vez na fachada do convento que se desenvolve perpendicularmente à igreja, encontram-se entre as varandas superiores cinco estátuas de personagens importantes na história do país e do próprio convento, com pequenas inscrições anexas: o conde D. Henrique(supõe-se que o seja apesar de ser designado ALFONSUS em vez de HENRICUS), D. Afonso Henriques(sob o reinado do qual foi fundado o mosteiro, diz a inscrição) , D. Sebastião(que suprimiu a comenda do convento), o cardeal D. Henrique(que fundou a Congregação Autónoma), e D. João IV(o restaurador da monarquia portuguesa). É reconquistada a pujança de outrora com 34 monges habitando o mosteiro e com obras de recuperação e expansão do edifício. No início do século XVIII, foi construído um novo refeitório e cozinha, bem como uma nova ala a oeste do claustro, tendo sido para aí transferido o novo acesso ao mosteiro. Em 1834 com a extinção das ordens religiosas masculinas o mosteiro foi abandonado vindo depois a ser vendido em hasta pública a particulares. O convento encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1958 (Decreto 42007, DG 265 de 6 de Dezembro de 1958). Em 2005 foi estabelecida uma Zona Especial de Protecção em torno do monumento (Portaria n.º 1277, D.R., 2ª Série, n.243 de 21 de Dezembro de 2005. (Apesar da designação oficial da classificação se referir ao imóvel como "Convento", as Ordens que o ocuparam - a de São Bento e a de Cister - tinham votos monacais, com clausura e prática da vida contemplativa pelo que a designação mais adequada seria "Mosteiro"). Não obstante as diferentes obras de restauro, ampliação e decoração, há dados seguros, baseados nomeadamente em escavações efectuadas, de que o modelo planimétrico do edifício se terá conservado "sem grandes roturas" ao longo dos séculos. Em 1986 parte do mosteiro é adquirida pela Câmara Municipal de Amares(por 200 contos).


                A Pousada:



A classificação de Pousada Histórica Design dada pelas Pousadas de Portugal reflecte a intervenção no conjunto: sobre um convento em ruínas foi realizada uma obra arquitectónica que, baseando-se na herança patrimonial do passado, a reconstruiu à luz das necessidades dos dias de hoje. O edifício mantém a imagem natural que ostentava nos últimos anos, sem qualquer telhado de cobertura visível do exterior, e com as janelas da fachada apenas com vidro e sem caixilharia aparente, reforçando a ideia de algo parado no tempo. Vêem-se mesmo as ervas crescendo nas coberturas(estas foram revestidas a terra de onde saem plantas como as que antigamente se agarravam ao travejamento em ruínas).


O claustro foi mantido sem a inclusão de vidros de protecção. No interior foi mantida a estrutura original das dependências, com decoração apelando a materiais simples e sobrios. Nalgumas salas sucessivas foram retiradas as portas para criar um espaço contínuo, deixando apenas os respectivos vãos, tendo sido usadas algumas dessas mesmas portas como painéis decorativos colocados nas paredes. Manteve-se na fachada posterior a grande chaminé de granito do antigo refeitório, funcionando o restaurante no espaço da antiga cozinha. Parte do sistema hidráulico montado pelos monges de cister foi preservado, sendo possível observar e ouvir, em vários locais, a água que atravessa o mosteiro. A Pousada tem 32 quartos, restaurante, bar e esplanada, bem como piscinas para adultos e para crianças.
Fonte: www.cm-amares.pt

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AMARANTE - PORTO

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Amarante não é só a Ponte! O maior Ex-Libbris da cidade é sem dúvida o Convento e a Igreja de S. Gonçalo. O seu espólio interior é digno de se ver.  Existe junto à GNR um pequeno parque de estacionamento que não sendo em horas proibidas, arranja-se com alguma facilidade estacionamento para a autocaravana,  para uma visita ao Mosteiro, e à  famosa Ponte de Amarante que fica logo ali a poucos metros da praça.



                  HISTÓRIA

Tudo indica que Amarante deve a sua origem aos povos primitivos que demandaram a serra da Aboboreira (habitada desde a Idade da Pedra), embora se desconheça com exactidão o nome dos seus fundadores. Dá-se como certo, porém, que a urbe ganhou importância e visibilidade com a chegada de S. Gonçalo (1187-1259), nascido em Tagilde-Guimarães, que aqui se fixou depois de peregrinar por Roma e Jerusalém. Em tempos não muito longínquos, o concelho de Amarante pertencia administrativamente à província do Minho, fazendo fronteira com os concelhos de Celorico de Basto (N), Gestaço (E), Gouveia (S) e Santa Cruz de Riba Tâmega (O). Com as reformas administrativas liberais do séc. XIX desapareceram os municípios de Gouveia, Gestaço e Santa Cruz de Ribatâmega, tendo o de Amarante recebido a maioria das suas freguesias.
Desde então o concelho estende-se por uma área de 301,5 quilómetros quadrados, a que correspondem, hoje, 40 freguesias, 18 ao longo da margem direita do rio Tâmega e 22 da margem esquerda, ocupando uma posição de destaque na região do Douro-Tâmega. Tem uma população de 59 638 habitantes e uma densidade populacional de 197,8 habitantes por quilómetro quadrado. Rico em termos paisagísticos, para o que contribuem decisivamente as serras do Marão e Aboboreira e o rio Tâmega, o concelho de Amarante reúne também um conjunto notável de edifícios e monumentos.

No Centro Histórico da cidade merecem referência a Ponte, o Convento e Igreja de S. Gonçalo, as Igrejas de S. Pedro e S. Domingos, a Casa da Cerca e o Solar dos Magalhães. Fora da urbe, o destaque vai para os Paços do Concelho de Santa Cruz de Riba Tâmega, o Mosteiro de Travanca e para o românico das igrejas de Mancelos, Jazente, Freixo de Baixo, Gatão ou Gondar. As festas grandes em Amarante, em honra de S. Gonçalo, acontecem no primeiro fim de semana de Junho.


O feriado municipal tem lugar a 8 de Julho. No concelho, na área do artesanato, o destaque para o barro negro de Gondar, a cestaria, as rendas e os bordados, as mantas e as meias de lã. Amarante tem o seu destino indissociavelmente ligado ao rio Tâmega e às serras do Marão e da Aboboreira: à natureza, numa palavra. É por isso que ali constantemente se sente um apelo às actividades de ar livre e de manutenção física, como o montanhismo, a canoagem, o parapente, os passeios em guigas (designação de uma pequena embarcação de fabrico local) e gaivotas, a pesca, a caça, a natação, o golfe, o campismo, a fruição das praias fluviais e do parque aquático.
O Tâmega foi muitas vezes um rio impetuoso, que extravasou das margens e alagou ruas da cidade: ainda hoje há lápides que recordam esses arrojos. Por outro lado, situado como está numa região madeireira, serviu muitas vezes para transporte rápido e barato de troncos de árvores que as serrações a jusante trabalhavam. Hoje seduz-nos mais pelo bucolismo das suas margens bordejadas a salgueiros e amieiros, de uma ou outra lavadeira, dos seus acidentes - golas, penedos, canais, ínsuas, areais - que mantêm nos seus nomes a referência às actividades humanas a que deram azo. A sua frescura comunica-se à cidade e convida aos passeios nas suas margens e aos desportos de água. As serras, por sua parte, dão o enquadramento telúrico. Também elas se prestam a longos passeios a pé. A observação da flora é outro dos seus encantos. E a fruição dos tons das flores silvestres: os amarelos - todos diferentes! - de mimosas, giestas, tojos e carquejas, ou as mil tonalidades entre o rosa e o roxo das urzes.
Fonte: www.cm-amarante.pt

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ALTER DO CHÃO - PORTALEGRE

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Segunda visita a Alter do Chão, Sede de Concelho, desta vez de dia como convém para uma reportagem fotográfica, já que na anterior visita foi unicamente para pernoita, e não se proporcionou a explorar devidamente esta bonita Vila Alentejana, pertencente ao Distrito de Portalegre. Esta localidade foi desta vez não só escolhida para pernoita e visita, mas também para o habitual repasto no Pateo Real, para degustar mais uns pezinhos de coentrada, que aprecio sempre que passo por ali. Este é um concelho do Norte Alentejano, por excelência dedicado à Arte Equestre, e que se auto-apelida de: "Alter do Chão, a Coudelaria Real".

Existe, para além de um monumento ao cavalo, uma das mais antigas cavalariça," Casas Altas" setecentista, do reinado de D. João V (1748). Foi então recuperado o cavalo Alter Real da raça Lusitana, um dos melhores cavalos de Alta Escola. A Coudelaria de Alter tem boas e grandes instalações, onde se pode observar o picadeiro, a pista de obstáculos, a falcoaria, exposições temáticas, Carruagens, o Museu do Cavalo, etc.


Para não me repetir, sobre esta localidade, saliento a importância do Pelourinho, (1512) da Fonte da Praça Pública, (1566) e do Castelo de Alter do Chão, do reinado de D. Pedro I (1359), entre muitas outras referencias históricas. Tive ainda o prazer de conhecer o Sr. Felizardo Pereira, um homem que ama de verdade a terra onde vive, e que serviu de cicerone para a minha visita, e também para me aconselhar alguns locais, como foi o caso de Alter Pedroso e Seda. Pode encontrar aqui também a sua reportagem fotográfica.

             Nota Histórica:
A origem de Alter do Chão poderá ser atribuída a um povoado romano, fundado a partir de um aglomerado da Idade do Ferro em Alter Pedroso. De Abelterium, cidade romana que vem referenciada no Itinerário de Antonino Pio, terá provavelmente nascido Alter do Chão. No reinado de D. Sancho II, o Bispo da Diocese da Guarda D. Vicente, propôs “restaurar e povoar Alter”, atribuindo-lhe o 1º Foral no ano de 1232. D. Afonso III com o objectivo de incentivar o povoamento, manda reconstruí-la e terá concedido novo Foral em 1249. D. Dinis atribui-lhe dois Forais em anos consecutivos, o último data de 25 de Março de 1293 e conferia-lhe todos os privilégios de Santarém. Em 1359, D. Pedro I mandou edificar o actual Castelo e confirma-lhe, através de nova carta de Foral os privilégios anteriores.

D. João I, Mestre da Ordem de Avis, cede em senhorio a D. Nuno Álvares Pereira, passando os bens para a Casa de Barcelos e posteriormente para a Casa de Bragança, fundada pelo casamento de D. Beatriz, filha do Condestável com D. Afonso, filho bastardo do progenitor da Ínclita Geração. O Foral de Leitura Nova, foi-lhe atribuído a 1 de Junho de 1512 no decurso da nova reforma mandada efectivar por D. Manuel. Do período quinhentista as construções que subsistem mostram a vitalidade e importância que a vila tomou.

São deste período o Chafariz Renascentista, Igreja de Nossa Senhora da Alegria e a Janela Geminada, na Rua General Blanco. Prova evidente do desenvolvimento que Alter alcançou no período Barroco, e do qual se pode orgulhar, são as várias construções civis e religiosas de entre elas algumas imponentes, das quais se destacam: Coudelaria de Alter, mandada construir por D. João V em 1748 por iniciativa do Príncipe D. José, para a produção do cavalo Lusitano, cujo destino era a Arte Equestre, muito em voga nas cortes daquela época; o Palácio do Álamo, Igreja do Senhor Jesus do Outeiro, Igreja do Convento de Santo António e os chafarizes da Barreira e dos Bonecos.
Fonte: cm.alterdochao.pt

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