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LOUREDO - FORCA E PELOURINHO - PAREDES

Apontamento AuToCaRaVaNiStA:

Louredo é uma freguesia pertencente ao Concelho de Paredes, Distrito do Porto, Portugal.
O lugar do Facho, nome por que é conhecido o sitio onde está implantada a Forca e o Pelourinho, estão situados num espaço largo, bem ajardinado e tratado. A Casa de Louredo, é também um Ex-Libbris do lugar da Herdade da freguesia de Louredo, classificada como a típica casa rural e Senhorial Nortenha, agora transformada em restaurante tipicamente rural de luxo.



              HISTÓRIA:
FORCA:

Estrutura arquitectónica conhecida como forca, desconhecendo-se, no entanto, a sua verdadeira função.
Caracteriza-se por planta quadrangular formada por três corpos sobrepostos escalonados remate central piramidal. O monumento possui uma altura de 11,70 m, sem contar com o soco de 4 degraus.



PELOURINHO:


O Pelourinho é constituído por dois degraus de planta quadrada assentes numa plataforma.
Fuste cilíndrico rematado por um cubo com as armas de Portugal numa das faces, escudo com as cinco quinas, sete castelos e a coroa real.



CASA DE LOUREDO:

A Casa de Louredo compõe-se por um conjunto de edifícios enquadrados na tipologia da casa rural nortenha, mais especificamente da região de Entre-Douro-e-Minho, evidenciando-se como um produto do Homem com o meio rural que o rodeia, designadamente com o sistema de economia e formas de sobrevivência. Manifesta-se como um instrumento agrícola adaptado às necessidades de exploração da terra, nomeadamente, no que concerne às dimensões, à forma de distribuição do alojamento das pessoas, dos estábulos e das lojas de arrumação das alfaias agrícolas, numa linha de tradição dos séculos XVII e XVIII.



A Casa de Louredo caracteriza-se por uma planta em semi-círculo irregular com um conjunto de estruturas arquitectónicas de tendências rectangulares que marginam vias públicas, definindo no seu interior dois amplos quinteiros, divididos por um corpo central. As fachadas são lisas, de blocos de granito à vista, paralelepipédicos, bem aparelhados, em fiadas horizontais. Nos pisos superiores rasgam-se janelas em guilhotina, sistema difundido a partir do início do século XVII, que apesar de baixas, têm a particularidade de serem em guilhotina tripla.


Dentro desta rusticidade destaca-se na fachada principal uma escadaria em granito, com patamar a dividir dois lanços opostos que ligam a varandas abertas, situadas no segundo piso. As guardas da escada são em blocos de granito e começam com um elemento decorativo curvilíneo. As varandas são em blocos de cantaria, abertas, na tradição dos séculos XVII e XVIII, soalhadas, cobertas com um prolongamento do telhado da casa que deste lado desce muito abaixo, pousado em colunas de granito com bases e capitéis, num neoclassicismo rústico e singelo. Pela escadaria principal e respectivas varandas entrava-se para todas as dependências da casa. Esta tipicidade é ainda manifestamente visível na ampla cozinha, compartimento essencial da casa, situada no segundo piso, onde sobressai uma enorme “saia” de pedra apoiada em dois prumos de granito, que recobre a lareira, o trafogueiro, a borralheira e o forno.

Em oposição à habitabilidade dos pisos superiores, o piso térreo tinha como função albergar o gado, as alfaias agrícolas, as caixas e tulhas para guardar os cereais, os lagares e a adega. No alinhamento do corpo central, também térreo, remata a Oeste a casa da eira com sequeiro e respectiva eira em lajes de granito. Apesar das alterações e transformações efectuadas ao logo dos tempos na Casa de Louredo é ainda, possível estabelecer as relações que se verificavam entre os homens, o gado e as coisas, de acordo com a sua função agrícola, numa verdadeira expressão do ambiente natural, tipificando-a e imprimindo-lhe originalidade como casa campesina nortenha.

Fonte: http://www.cm-paredes.pt/

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