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VILA DO TOURO - SABUGAL

Apontamento AuToCaRaVaNiStA:


A Vila do Touro, é uma Freguesia Portuguesa, pertencente ao Concelho do Sabugal, Distrito da Guarda.
Vila do Touro é de todas as visitas no Sabugal, talvez a que tem o seu património mais destruído. Refiro-me naturalmente ao seu castelo que tem como maior referencia o arco da porta de entrada do próprio castelo, vislumbrando-se aqui e ali paredes das muralhas. Com uma vista fantástica do alto deste que seria um belo castelo altaneiro, nada mais resta que esta arcada da entrada principal. Destaque ainda para uma fonte real, a fonte gótica de Paio Gomes logo à entrada, bem como outras fontes medievais espalhadas pela aldeia, a Igreja Matriz estilo medieval (mal tratada)com o seu Pelourinho. Tudo para ver mais abaixo. Depois de algumas frutas (uvas e romãs) seguimos em direção à A-23 (sem portagens). Saliento que em portagens, do Porto a Fátima, depois até ao Sabugal com retorno ao Porto, custo zero (0€).



                HISTÓRIA:

A vetusta aldeia de Vila do Touro encontra-se implantada a 800 m de altitude, entre dois outeiros: o Cabeço de S. Gens e o Alto do Castelo.
Integra-se numa região de terrenos graníticos, de relevo suave, onde apenas estes dois relevos destacam na paisagem. Deduzimos que a região já era denominada por Tauro na época romana, a partir da referência numa epígrafe encontrada próximo à Abitureira. Este topónimo advém da configuração topográfica elevada dos dois morros da Vila.

A sua posição estratégica permite um amplo campo de visão para norte e poente, ao longo do vale da ribeira do Boi e para nascente, para a meseta e vale do Côa.

A sua localização numa região com abundantes linhas de água e com diversos terrenos irrigados e férteis, ao mesmo tempo, protegida pelos relevos circundantes, permitiu que uma diversidade de comunidades aqui se estabelecesse, desde a Pré-história até aos nossos dias.

Identificam-se alguns vestígios da presença destas culturas. No local foi descoberto um machado de bronze, da Idade do Bronze Final, e é provável que no alto do Castelo tenha existido um povoado que recue a esse período, com continuidade na Idade do Ferro. Nos terrenos do morro identificam-se algumas cerâmicas manuais de tradição antiga. Outros vestígios poderão ter sido arrasados pelas construções militares medievais.
Conhecemos dois lugares próximos de Vila do Touro com testemunhos de ocupação romana: os Vilares e a Abitureira. No primeiro lugar são identificados abundantes materiais romanos. As inscrições encontradas no Baraçal e na própria Vila do Touro podem ter vindo desta estação arqueológica. Na Abitureira foi encontrada uma inscrição descontextualizada que poderá provir dum lugar ainda ignorado.

Na época da reconquista a região sofre também o mesmo processo de reordenamento do espaço e da população de todo o Alto Côa. As necessidades militares obrigaram à reocupação do alto dos relevos.
As origens da aldeia recuam ao século XII. Por volta desta altura, a reconquista do território estava já bastante avançada, e agora havia que se defender do inimigo leonês. A nossa progressão, não suscitou a sua aprovação e a região de Touro situava-se na zona instável de fronteira.
Houve então necessidade de definir uma fronteira, de manter o controlo constante dessa linha e de criar uma zona-tampão frente a Leão e Castela. E ela foi-se delineando com os castelos da Guarda. As fortificações de Touro e de Castelo Mendo surgiriam, num segundo esforço, alguns anos mais tarde. Contrapondo à política de Leão e Castela de criar uma raia fronteiriça, apoiada em vilas fortificadas a oeste, além do Côa, nomeadamente com o início da construção da fortaleza de Caria Talaya (Ruvina), do outro lado do Côa (lugar visível à distância do cimo do cabeço de Touro), Portugal tomou o empreendimento de edificar uma fortificação ciscodana, retirando para o seu termo parte do território da Guarda. 

Nasce assim um castelo no cabeço de Tauro, que nunca terá sido totalmente acabado. Desta construção militar, hoje, resta apenas parte do pano de muralha, encavalitado entre as penedias, podendo no entanto, pelos alicerces, ser identificado todo o seu traçado. Uma das portas da muralha ainda é visível, com arco em estilo gótico.



A escolha do local deveu-se sobretudo a questões militares, de modo a garantir as condições mínimas de segurança e defesa do território. Do cimo do morro descortina-se um vasto horizonte, avistando-se mesmo a cidade da Guarda.

A jurisdição desta Vila foi doada pelo Concelho da Guarda aos Templários. D. Pedro Alvites, Mestre dos Templários reforça esta medida concedendo-lhe foral, em 1220, no tempo de D. Afonso II. Vila do Touro torna-se então um importante centro de hierarquia populacional, ganhando importantes funções político-militares, tendo sido sede dum importante concelho medieval que perdurou até às reformas liberais do século XIX (1836).

Deste período datam as inúmeras sepulturas escavadas na rocha encontradas na freguesia. Havia um importante núcleo em torno do adro da igreja Paroquial que hoje se encontra coberto. Nos Vilares são identificadas também algumas sepulturas escavadas na rocha, tal como junto à Fonte do Carvalho; próximo do lavadouro da “Fontinha” e na Junta das Águas. 
Com a assinatura do Tratado de Alcanizes com Castela e Leão, (1297) por D. Dinis, Vila do touro deixa de ter um cunho fronteiriço e perde a sua importância estratégica. Tal como ocorreu em Caria Talaya, a construção do seu castelo não foi concluída. A fortificação nunca mais volta a sofrer qualquer reconstrução ou reparação importante. D. Dinis, nem sequer lhe outorga a confirmação do foral.

D. Manuel intenta dar um novo movimento de restauração com a concessão de novo foral em 1510, de forma a motivar o desenvolvimento económico local. O pelourinho data desse período, bem como muitas das actuais casas de pedra. São abundantes as janelas manuelinas com arco conupial que se identificam pelo casario antigo da aldeia e que provam o dinamismo do século XVI.

Em Vila do Touro ainda se identificam outros testemunhos patrimoniais de interesse: o pelourinho medieval e a fonte gótica de Paio Gomes, o edifício dos Paços do Concelho, a cadeia e o antigo edifício das Repartições, a Igreja Matriz do século XVI e a Capela-Mor da Igreja Matriz (século XVII).


          PELOURINHO:

Enquadramento: Urbano, isolado, situa-se em local plano rodeado por um parque infantil gradeado e na proximidade da Igreja Matriz
e de dois chafarizes.
Descrição:
Soco constituído por três degraus circulares, onde assenta coluna de fuste circular com base quadrada e encimada por duplo anel. Capitel de secção circular, formado por peça cilíndrica com anel saliente nos extremos e tendo a sua superfície estriada. É encimado pela sobreposição de peça de secção circular e peça em forma de ábaco curvo. Remate em pinha cónica, em forma de gárgula tubular de superfície estriada e terminada por pequena peça cilíndrica.


Cronologia: 
Época Neolítica e do Bronze - identificação de achados avulsos na povoação; séc. 13 - repovoamento promovido por D. Afonso II e doação à Ordem dos Templários, que teriam construído o castelo *1; 1220 - concessão de carta de foral por Pedro Alvites, Mestre da Ordem dos Templários; 1319 - transferência para a Ordem de Cristo, sendo o vigário da paróquia freire professo; 1510 - renovação do foral por D. Manuel; provável edificação do pelourinho; criação da Misericórdia; 1640 - construção de reduto defensivo no Lg. da Igreja; séc. 17, 2.ª metade - hipotética destruição do castelo e saque da vila por gentes da Guarda ( tradição oral ); 1758, 4 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas por Frei António Duarte, a povoação é referida como sendo do bispado da Guarda e comarca de Castelo Branco, pertencente qo rei e com comenda nas mãos do Porteiro Mor; tinha 260 fogos e pertenciam-lhe as povoações de Baraçal, Abitureira, Quinta das Vinhas, Quinta dos Moinhos, Quinta de Roque Amador, Quinta de São Bartolomeu e Rapoula do Côa; 1836 - extinção do estatuto concelhio e integração no concelho do Sabugal; 1980 - 1990 - obras de intervenção.

Tipologia
Arquitectura civil, renascentista. Pelourinho de pinha cónica, apresentando afinidades com o pelourinho de Alfaiates. 
Características Particulares 
Capitel cilíndrico de superfície estriada, encimado pela sobreposição de outras duas peças. Remate cónico em forma de gárgula tubular de superfície estriada.

Dados Técnicos 
Estrutura autoportante



CASTELO DE VILA DO TOURO:

Enquadramento: Cabeço situado a 831 metros de altitude, marcado por afloramentos graníticos ciclópicos, mostrando uma vertente escarpada, sobranceira à Ribeira do Boi. No sopé do lado N. destaca-se a Fonte de mergulho, dita de Paio Gomes, com a abertura em arco quebrado. No lado oposto observa-se o cabeço da Enxércia, onde se ergueu a Capela de São Gens e o Calvário, num vasto barrocal hoje descaracterizado por construções recentes e pela implantação dos depósitos de água. Na vertente S., de pendente mais suave, desenvolve-se a antiga Vila estruturada pela R. Direita, cujo percurso é complementado por duas vias paralelas. Junto à porta de acesso ao castelo, e na continuidade de uma calçada, situa-se a Capela de Nossa Senhora do Mercado, com portal em arco quebrado antecedido por alpendre de provável fábrica seiscentista. Ao lado regista-se uma construção profundamente dissonante. Do castelo avista-se a cidade da Guarda e o castro do Jarmelo, entre outros pontos de referência na paisagem mais longínqua.

Descrição: 
O castelo resume-se ao perímetro da cerca muralhada, apresentando um traçado elíptico muito irregular, porque adaptado a uma base topográfica extremamente acidentada. Por isso, os panos de muralha integram pontualmente os afloramentos rochosos naturais e descrevem um desenho ondulante. Apesar do perímetro muralhado se apresentar completo, o adarve encontra-se já muito destruído. O circuito é interrompido somente por uma porta aberta no lado S., a Porta de São Gens, vão em arco quebrado com dupla fiada de aduelas na face orientada para a Vila e com as impostas marcadas por friso saliente. Conserva ainda os gonzos em cantaria e a abóbada em berço quebrado com o extradorso a descoberto. No interior do recinto regista-se no lado N. a presença das fundações de um edifício de planta rectangular. A par do valor plástico garantido pela presença maciça dos rochedos, a superfície do recinto murado encontra-se revestida por vegetação herbácea e arbustiva espontânea, destacando-se algumas espécies arbóreas, como azinheiras e faias.

Cronologia: 
Época Neolítica e do Bronze - identificação de achados avulsos no local; topónimo derivado de "taurus", provavelmente relacionado com o culto da ganadaria anterior à Nacionalidade; 1218 - D. Afonso II doa à Ordem do Templo a Vila do Touro, com o padroado de todas as suas igrejas e os dízimos de todas as suas herdades; 1220 - concessão de carta de foral à Vila do Touro por Pedro Alvites, Mestre da Ordem do Templo, que refere ser obrigação dos moradores a construção do castelo; 1290 - as Inquirições referem que o castelo foi saqueado e destruído pelo concelho da Guarda; 1319 - transferência da tutela do castelo para a Ordem de Cristo; hipotética intervenção de D. Dinis, talvez relativa à porta em arco quebrado; 1510 - renovação da carta de foral, permanecendo a Vila na posse da Ordem de Cristo; 1527 - no Numeramento, a vila contava com 162 moradores; o castelo estaria já arruinado; 1641 - 1668 - na sequência das Guerras da Restauração os habitantes teriam construído um reduto no Largo da Igreja, também denominado Largo do Reduto (ALMEIDA, 1945); 1758, 4 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo Frei António Duarte, a povoação é referida como sendo do bispado da Guarda e comarca de Castelo Branco, pertencente qo rei e com comenda nas mãos do Porteiro Mor; tinha 260 fogos e pertenciam-lhe as povoações de Baraçal, Abitureira, Quinta das Vinhas, Quinta dos Moinhos, Quinta de Roque Amador, Quinta de São Bartolomeu e Rapoula do Côa; referem, ainda, a existência de paredes muito antigas pertencentes a um reduto "que dizem ser dos mouros'; 1836 - extinção do estatuto concelhio.

Tipologia 
Arquitectura militar: castelo templário apresentando um perímetro muralhado de traçado elíptico muito irregular, integrando afloramentos rochosos e interrompido por uma só porta em arco quebrado. 

Características Particulares 
Caso raro de Castelo sem ter sofrido qualquer intervenção. Perímetro muralhado incluindo uma única porta com dupla fiada de aduelas. Ausência de torres, talvez porque a construção do castelo não chegou a ser terminada.

Intervenção Realizada 


Junta de Freguesia: 1994 - limpeza do recinto intra-muros; 1995 - desentaipamento da Porta de São Gens, pavimentação do acesso com destruição parcial de rochedo, plantação de árvores; 1996 / 1998 - limpeza anual do recinto; 1998 - sondagem arqueológica junto à porta, orientada pelo arqueólogo Marcos Osório da Silva.

Observações 
- a tradição popular relaciona o topónimo Touro com uma lenda que refere a existência de um bezerro de ouro, registando-se a NE. da antiga vila o Ribeiro do Bezerrinho.

  JANELAS MANUELINAS:

Enquadramento: Janelas inseridas em construções implantadas no início da R. Direita, muito perto do Pelourinho e da Igreja Matriz. As quatro casas apresentam dois pisos, com acesso ao andar sobradado através de escada exterior, formando patamar simples ou balcão. As portas de entrada na zona reservada à habitação conservam as ombreiras e o lintel biselados. Duas das casas encontram-se muito descaracterizadas. Na antiga Vila contam-se outros exemplos de vãos com decoração manuelina, na R. Pedro Alvito e na R. do Pomar.

Descrição 
Na Rua Direita observa-se uma janela com ombreiras biseladas e lintel recto ornamentado com arco conopial. No mesmo lado da via regista-se uma outra janela, dotada de pequeno avental, apresentando lintel recto decorado com duplo arco pleno invertido, circundada por friso contínuo de forma côncava, albergando uma fiada de meias esferas. No lado oposto da R. Direita existem duas casas adossadas onde se conservam duas janelas em arco. A janela de maiores dimensões apresenta arco polilobado, derivado do arco conopial, contando cinco arquivoltas, constituindo a última uma cercadura em forma de cordão. Inclui a simulação de dois colunelos laterais e mostra um entrelaçamento na parte inferior. Na parte superior o remate é composto por pinha decorada com flor-de-lis estilizada. Na casa ao lado a janela apresenta arco contracurvado com três arquivoltas, marcadas também nas ombreiras e peitoril.

Cronologia 
Séc. XVI - provável construção dos edifícios onde se encontram inseridas as janelas, talvez no contexto da edificação do Pelourinho e da renovação da Igreja Matriz.

Tipologia 
Arquitectura civil residencial: pormenor notável. Janelas manuelinas. Janela de lintel recto decorado com arco conopial e com ombreiras biseladas. Janela de lintel recto decorado com duplo arco pleno invertido e circundada por meias esferas. Janela em arco polilobado com cinco arquivoltas, decorada com motivo em forma de cordão, entrelaçamento e flor-de-lis central. Janela em arco contracurvado com três arquivoltas.

Características Particulares
Janelas de lintel recto mostrando apenas o arco insculpido no bloco pétreo. Desenho híbrido dos arcos. Frisos circundantes de forma côncava ou em cordão. Simulação de colunelos laterais, dotados de capitel mas desprovidos de base.

        IGREJA MATRIZ:
Enquadramento: Ergue-se, isolada, num amplo largo formado à entrada do núcleo mais antigo da povoação, junto ao arranque da Rua Direita. Construída sobre plataforma elevada definida por muro e gradeamento à qual se acede através de escadaria *1. Ao lado observa-se um coreto, algumas árvores e o corpo autónomo da torre sineira, muito descaracterizada. Na proximidade desta última, e ainda integrado no recinto murado, eleva-se o Pelourinho, rodeado por um parque infantil. A partir do adro avista-se o cabeço do Castelo.

Descrição 
Planta longitudinal composta pela nave e capela-mor, contando com o adossamento de dois corpos no lado N., correspondentes à sacristia e dependência anexa que integra a capela baptismal, ambas de planta rectangular. Forma um conjunto de volumes articulados, coberto com telhado de duas águas. A fachada principal encontra-se orientada a O., apresentando um pano murário em cantaria delimitado por pilastras laterais e empena angular. Rasga-se aí um portal em arco pleno ( com aduelas estreitas ) encimado por janelão de lintel recto. No alçado lateral S. é legível a descontinuidade entre o corpo da nave e a capela-mor, sendo de destacar nesta última um contraforte sem esbarro, mostrando pedras sigladas. No corpo da nave abre-se uma porta em arco pleno e dois janelões rectos com capialço. 

Na capela-mor conta-se um único janelão de características idênticas. Enquanto isso, no alçado N. abre-se apenas uma porta em arco pleno. O alçado posterior é cego. O espaço interno, de nave única, inclui coro-alto em madeira e tecto em falsa abóbada de berço, também em madeira. No lado N. regista-se o arco pleno de acesso à capela baptismal, bem como o púlpito de planta quadrada, com as faces decoradas por almofadados e assente em coluna de filiação dórica com o fuste canelado. Entre as portas laterais e os janelões observam-se dois altares simétricos, enquadrados por arco pleno caiado e duas pilastras molduradas.

Existem ainda dois altares de ângulo e respectivos retábulos.

O arco triunfal é de volta inteira e conserva junto ao fecho uma Cruz de Cristo incisa. 

Na capela-mor destaca-se o tecto de caixotões pintados, com a figuração dos Apóstolos e Evangelistas, assim como o retábulo em talha dourada e pintada.

Tipologia 
Arquitectura religiosa cultual: igreja de raiz medieval com remodelação quinhentista e alterações posteriores. Planta longitudinal composta pela nave e capela-mor, cobertas com tecto de duas águas. Fachada principal orientada a O., com portal em arco pleno encimado por janelão de lintel recto. Portas laterais em arco pleno. Janelas de lintel recto com capialço. Púlpito renascentista. Arco triunfal de volta inteira. 

Tecto de caixotões pintados na capela-mor. Retábulo do altar-mor em talha do Estilo Nacional. Retábulos laterais em talha de características eclécticas.

Características Particulares 
Presença de Cruz de Cristo no arco triunfal. Espécie de contraforte com pedras sigladas no alçado S. da nave. Portais em arco pleno com aduelas muito estreitas, talvez resultado de uma remodelação algo recente. Altares laterais enquadrados por arco pleno e pilastras molduradas.

Dados Técnicos 
Paredes autoportantes

Materiais 
Granito, cantaria e alvenaria; reboco; madeira; telha de aba e canudo

Intervenção Realizada 
1961- obras de conservação com efeitos descaracterizadores, custeadas por Costa Pina conforme assinalado no local.

Observações 
*1 - existe referência à anterior localização de sepulturas escavadas na rocha no adro da Igreja, que se encontra actualmente cimentado.

*2 - a capela-mor era larga e espaçosa, com paredes de alvenaria caiadas no exterior e rebocadas e pintadas por dentro, com cobertura de madeira e pavimento em ladrilho, com altar de pedra sobre três degraus; no altar, a imagem de vulto da Senhora, num retábulo pintado com várias imagens, mandado fazer pelo comendador; tem arco triunfal pintado e, sobre ele, também pintado, um Calvário; é flanqueado por altares com imagens pintadas nas paredes; a nave é de alvenaria e com portal principal alpendrado; junto à igreja, uma casa onde habitam os clérigos; num canto da nave, a pia baptismal e, afastado,

um campanário de pedra, alto e com dois sinos; refere a paramentaria e livros, bem como a existência de uma cruz de latão velha e um cálice de prata (DIAS, pp. 157-159).

Fonte: www.vila-do-touronocomunidades.net 

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