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MOURÃO - ÉVORA











Apontamento AuToCaRaVaNiStA:

Mourão é uma Vila Alentejana Portuguesa, pertencente ao Distrito de Évora.
Mourão está situada bem junto à fronteira com Espanha, à altura era ponto de defesa estratégico por parte do Reino de Portugal. Mourão é uma Vila Raiana, e define-se como uma típica  localidade Alentejana, e com muita História para contar.

Vêr todos os pormenores da sua História já a seguir:




PATRIMÓNIO EDIFICADO:

-Igreja Matriz da Granja
-Igreja de N. S. da Luz
-Igreja da Misericórdia
-O Castelo de Mourão
-Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias





              HISTÓRIA:
Implantado num ponto altaneiro e fronteiriço, o castelo de Mourão conheceu, ao longo dos tempos, as investidas de forças inimigas que levaram à sua reconstrução e redimensionamento. Conquistado aos mouros, entrou no poder da coroa portuguesa (1271-73) como dote de casamento de D. Beatriz de Gusmão com D. Afonso III de Portugal. O filho deste, D. Dinis, confirmou a carta de foral em 1296 e, em 1298, promoveu uma acção de beneficiação do Castelo. Em 1343, D. Afonso IV procedeu ao levantamento da torre de menagem, com cerca de 20 metros. A fortaleza de Mourão sofreu pois significativas alterações introduzidas pelas várias reconstruções, resultantes das vicissitudes políticas e militares operadas em Portugal ao longo do tempo.

Revela actualmente marcas inegáveis dos períodos em que foi alvo de grandes intervenções, sobressaindo as operadas no reinado de D. Manuel I e no período das guerras da Restauração. Daí que elementos góticos/manuelinos coexistam com inovações introduzidas pelos engenheiros militares dos séculos XVII e XVIII. Projectando um recorte de grande impacto visual e beleza cénica, a praça militar de Mourão apresenta actualmente um pano amuralhado reforçado por torres quadradas e entrecortadas por cinco portas militares.


Para protecção da fortaleza e para os moradores poderem cultivar as suas terras na cintura envolvente da vila, edificou-se um conjunto de atalaias nos pontos mais elevados. Estes constituíam postos avançados de sentinelas, com o intuito não só de controlar o movimento das tropas inimigas, mas também de alertar as forças estacionadas na praça forte de modo a que estas accionassem as estratégias defensivas da vila.



Com o evoluir dos tempos, dos homens e da forma como se faz a guerra, os actuais e poderosos sistemas defensivos, bem visíveis no castelo de Mourão, foram perdendo o seu propósito estratégico/militar. Hoje, o castelo remete para um passado de memórias evocativo de conquistas e reconquistas. No entanto, como ex-libris do concelho, revela não só um grande potencial para uma intervenção de índole cultural, patrimonial e urbanística , mas também detém uma beleza cénica que importa preservar e valorizar.

Fonte: www.cm-mourao.pt

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