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SENHOR DOS CAMINHOS - SÁTÃO - VISEU












Apontamento AuToCaRaVaNiStA:

Satão é uma vila Portuguesa, Sede de Concelho, pertencente ao Distrito de Viseu. Simplesmente espectacular este Santuário que na minha opinião pessoal é um dos mais belos locais de culto da Região. O local não é conhecido e o Portal AuToCaRaVaNiStA andou por lá com tudo aberto e simplesmente sozinhos (qual Indiana Jones no templo perdido). Nem um vigilante, nem uma viva alma naquela bela imensidão. Parque de merendas enorme, com mesas graníticas enormes, churrasqueiras, locais cobertos com agua, mesas e bancos de madeira, lava loiças, etc. Bem jardinado, frondoso com sombras, e muito recatado. Torna-se até isolado pela localização fora da população, e também porque não está muito bem sinalizado.


              HISTORIA:
Nesta localidade assume papel de destaque a capela de Nosso Senhor dos Caminhos. O local, é afastado da povoação das Rãs e da estrada que liga o Sátão a Aguiar da Beira, situa-se já nas proximidades do rio Vouga. Aí foi construído inicialmente um nicho, onde os almocreves de passagem depositavam as suas esmolas. Estas foram aumentando com o passar do tempo, o que proporcionou a Capela do Nosso Senhor dos Caminhos. Mais tarde foi construída outra capela, maior, que é a actual capela de Nosso Senhor dos Caminhos, passando a anterior a ser a capela da Nossa Senhora dos Verdes. A festa de Nosso Senhor dos Caminhos realiza-se nos Domingos da Santíssima Trindade. Foi interdita pelo Bispo, por discordância sua com os mordomos de então.

A festa foi interrompida por volta de 1937/38. Nesse ano a festa já não se realizou, embora estivesse tudo pronto. Para a interdição da festa constou uma carta enviada pelo Bispo, que veio junto com a G.N.R. e a P.S.P. que no Sábado da festa obrigou todos quanto estavam no santuário para assistirem ao arraial (motivo pelo qual a festa foi interdita) , se dirigissem para a Rãs. No ano seguinte, foi nomeada uma comissão que passou a dirigir a festa. Nesse ano a festa foi realizada, mas só de forma civil e sem padre. Sem padre ficou também toda a freguesia durante quatro anos. Com a concordata de 1942, entre a igreja e o exército, o Bispo interrompeu de vez a festa. Foi por essa altura que voltou um novo padre para a freguesia. Nesse ano os mordomos de então chegaram mesmo a ser presos.

A partir dessa altura as portas das capelas foram arrombadas permanecendo abertas e ao abandono durante os anos que se sucederam. As chaves foram entregues ao presidente da junta que passou a dirigir os dinheiros do santuário. Esta situação permaneceu durante 5 ou 6 anos, até que o povo mostrou a sua discordância, alegando que o Presidente da Junta andava a tirar proveitos próprios do dinheiro do Santo. Como resposta às contestações, o presidente da Junta mandou iniciar a construção da residência do padre ,nas Romãs, que acabou por ser feita com o dinheiro que o Senhor dos Caminhos rendia. Seguidamente as chaves foram entregues a uma nova comissão arranjada para o efeito, mas que acabou por ceder e voltar a entregá-las, mas agora ao Arcipreste do Sátão. A entrega das chaves por parte da comissão deveu-se ao facto dos membros da mesma serem ameaçados pelo Bispo. Com a vinda de um novo padre para a freguesia das Romãs ( Sr, Padre Eduardo), por volta de 1952, a festa voltou a realizar-se, mas inicialmente no Domingo de Lázaro.

Anos mais tarde tudo voltou à normalidade e a festa voltou a realizar-se no Domingo da Santíssima Trindade. A festa chegou mesmo a realizar-se duas vezes num ano. {A agricultura foi inicialmente uma das principais fontes de rendimento da freguesia da Romãs, o que lhe permitiu um grande crescimento e desenvolvimento. Essa agricultura é baseada principalmente na produção de bens para consumo. Mais tarde essa produção tornou-se em grande escala, servindo esses produtos como moeda de troca. A maioria da população dedicava-se à agricultura, sobretudo ao cultivo do trigo, centeio, cevada, aveia e milho. A vinha e os produtos hortícolas tinham igualmente importância, sendo todas culturas dependentes das condições climatéricas. Em toda a freguesia verificou-se um desenvolvimento acentuado com a criação de novos negócios: oficinas, mini-mercados, talhos e pronto a vestir. Hoje em dia um outro marco de desenvolvimento é a emigração sazonal. A agricultura deixou de ser a principal fonte de sustento das populações.

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