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CAFÉ STª CRUZ - MOSTEIRO IGREJA S. JOÃO DAS DONAS - COIMBRA


Apontamento AuToCaRaVaNiStA:
Este edifício outrora Mosteiro da Igreja de S. João das Lampas ou de Santa Cruz, foi após a extinção das ordens religiosas transformado em vários tipos de estabelecimento comercial acabando por ser até aos dias de hoje local turístico de restauração e café, onde se podem de quando em vês desfrutar de uma sessão de fados de Coimbra como foi o caso, e logo com o mais simbólico fado " A despedida". Este édíficio tem portada de acesso à Igreja Matriz de Santa Cruz o monumento mais emblemático de Coimbra, uma espécie de Panteão Nacional já que estão alí sepultados os 2 primeiros Reis de Portugal, D. Afonso Henriques, e D. Sancho I.



             HISTÓRIA:
O café Santa Cruz é um local de visita obrigatória na cidade de Coimbra. Beber um chá ou um café no seu interior transforma-se num momento de repouso e contemplação. Eu diria: «como se estivessemos no interior de uma igreja». E na realidade é disso que se trata, estamos mesmo dentro da antiga igreja paroquial de São João das Donas ou de Santa Cruz . Fica anexa à igreja do mosteiro de Santa Cruz e possuía um porta de comunicação, entretanto fechada, entre as duas.

O espaço à esquerda corresponde à antiga zona do altar
O espaço ocupado pelo café tem planta rectangular e corresponde à nave da antiga igreja. Ao fundo existe ainda a zona da antiga capela mor, agora transformada em zona expositiva. Nos dois espaços conservaram-se os tectos em abóbada de nervuras.
A igreja foi obra de Diogo de Castilho que, em 7 de Abril de 1524 fora nomeado “mestre das obras dos paços reais” e que em 1533 era “mestre das obras de Santa Cruz”.
Diogo de Castilho era mestre da pedraria e foi um importante artista da renascença coimbrã que, juntamente com João de Ruão, exerceu a sua actividade nesta cidade.

Após a extinção das ordens religiosas o edifício, com fachada muito simples, foi afecto a várias actividades não seculares. Nele estiveram instaladas várias empresas como um depósito de materiais de construção, um armazém de ferragens, uma agência funerária e foi ocupado por uma esquadra de polícia, entre outras. 
Por iniciativa de Mário Pais, Adriano Ferreira da Cunha e Adriano Lucas o espaço foi adaptado a café-restaurante. A fachada foi alterada de acordo com o projecto do arquitecto Jaime Inácio dos Santos. Pela sua obra, que foi sobretudo importante na região de Aveiro, podemos constatar que era um defensor da Arte Nova. Para este espaço ele concebeu uma fachada neo-manuelina, com vitrais realizados pelos irmãos Almeida e por Afonso Pessoa. No interior foi colocado mobiliário em madeira, com mesas com tampo em mármore, de feitio hexagonal, e cadeiras em madeira com assento e costas em couro gravado. Mais tarde foram colocados paineís de madeira nas paredes, que se integram perfeitamente na restante decoração.

No dia 8 de Maio de 1923, em alegoria ao local onde se encontra, o Largo 8 de Maio (anteriormente Terreiro de Santa Cruz, Terreiro de Sansão, entre outros nomes), foi inaugurado, após grande polémica sobre esta nova adaptação.
Desde então lá está, mantendo a sua função de café-restaurante e de local de tertúlia e dando abrigo a turistas curiosos e naturais da cidade, rendidos à beleza do espaço.
Fonte: blog garfadas-on-line



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