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CASTELO MELHOR - V. N. DE FOZ CÔA


Apontamento AuToCaRaVaNiStA:
A Vila de Castelo Melhor, é uma Freguesia Portuguesa, pertencente ao Concelho de Foz Côa, Distrito da Guarda.
Castelo Melhor está na rota das gravuras rupestres de Foz Côa, tem centro de interpretação de apoio ao turista, e a partir dali (com marcação prévia) fazem a viagem em todo o terreno até ao local das gravuras, explicando todos os pormenores interpretativos das gravuras pré-históricas, junto ao rio Côa. Localidade pequena de origem medieval, com construção predominante em xisto e granito. Destaco com especial interesse a Igreja Matriz, (ver o interior) e com o seu Castelo altaneiro de onde se vê um horizonte bastante alargado.


                HISTÓRIA:
No termo da freguesia de Castelo Melhor existem já inventariados sítios ou apenas vestígios pré-históricos, fatalmente ligados ao rio Côa e aos vales que albergam pequenos ribeiros, tributários do mesmo. Na Penascosa, limite de Almendra, a que se acede pela localidade de Castelo Melhor, existe um importante núcleo de gravuras rupestres do Paleolítico Superior (bovídeos, cavalos, caprídeos). Nas elevações que lhe são contíguas, adivinha-se uma ocupaçâo de períodos (Calcolítico, Bronze...).


Igualmente nos lugares de Meijapão e Ribeiro do Poio, na sua anexa do Orgal, encontram-se vestígios de gravuras de Idade do Ferro, já numa cota mais elevada a lembrar-nos a necessidade de investigar sistematicamente toda aquela área. Ainda no sítio da Penascosa, o início de uma via (com calçada) que rumava a Almendra. Tratar-se-á de uma via romana, aproveitada até muito recentemente. No Orgal, vestígios de uma Villa Romana. Alguns indícios levam-nos a supor ter sido esta terra de Castelo Melhor abrigo de Visigodos e Árabes. No morro do castelo estão enterrados mistérios que urge desvendar.

Escavações arqueológicas poderão trazer à luz do dia não só vestígios pré-históricos como romanos, árabes e visigóticos. Na Rua dos Namorados, encravadas num muro de propriedade, algumas pedras gravadas com motivos fitomórficos e geométricos, poderão muito bem levar-nos até épocas muito recuadas, possivelmente coevas dos reinos Suevo ou Visigótico. Mas passemos a algumas nótulas documentadas:Encontra-se esta freguesia na região ribacudana e como tal a sua história confunde-se com a de outras da mesma região.

Curiosamente, o próprio nome, ao compor-se de uma forma qualificativa, sugere-nos que a sua fundação terá sido posterior à de Castelo Bom. O seu território pertenceu ao longo do século XIII ao reino de Leão, passando apenas a fazer parte de Portugal após o Tratado de Alcanices. Os seus foros, datados de 1209, recebeu-os de Afonso IX de Leão. A crítica histórica tem vindo, no entanto, a pôr em causa esta data, argumentando que se está perante uma cópia dos de Castelo Rodrigo. Seja como for, recordemos que era prática corrente os monarcas darem a escolher aos povos o foral existente que quisessem. Atendendo a tudo isto, considera-se hoje que a fundação de Castelo Melhor ocorreu entre 1230 e 1298. De facto esta última data é a primeira referência a Castelo Melhor a merecer-nos confiança.

Trata-se da confirmação dos seus foros por D. Dinis, em 12 de Junho de 1298. A data da confirmação dos foros por D. Dinis deve ser no entanto apenas entendida como limite documental, uma vez que se sabe que Castelo Melhor passou à Coroa portuguesa, em 1292, como dote da Rainha D. Isabel, tendo na altura D. Dinis mandado reparar o castelo e repovoá-lo. Nos inícios do século seguinte, em 1321, num Rol das Igrejas, é apresentada como sendo uma simples aldeia de Castelo Rodrigo. Embora não se conheça qualquer documento a indicar esta anexação, a hipótese é plausível. O facto de Afonso V,em 1449, confirmar a sua qualidade de vila, associando-a a Almendra, não deixa de revelar, na opinião de Duarte Nogueira, a sua insegurança face a Castelo Rodrigo.

A partir de meados do século XV, a sua história confunde-se com a de Almendra, com a qual aliás forma um concelho que adopta, curiosamente, o nome destas duas freguesias. No reinado de D. João III possuía 32 moradores, como atesta o recenseamento de 1527. Esta freguesia tem vindo desde esta época a registar um crescimento populacional contínuo, com excepção das últimas décadas. (Adaptado da obra "Por Terras do concelho de Foz Côa - Susídios para a sua História - Estudo e Inventário do seu Património", de A.N. Sá Coixão e António A. R. Trabulo, editado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, 2ª edição - 1999).

Fonte: www.cm.fozcoa.pt

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