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AREOLA - OUTEIRO DE GATOS - MÊDA












Apontamento AuToCaRaVaNiStA:
Areola só surge na visita, assim como Enxameia, porque no nosso grupo AuToCaRaVaNiStA tinhamos um companheiro natural dalí (Mêda) e que reside actualmente em Espanha, que através do conhecimento de outro amigo de infância residente em Mêda, fez questão de nos fazer uma visita guiada às quintas vinícolas que possuí, de família, e ao mesmo tempo, recordar as aldeias onde viveram a sua infância. A recordar, "Enxameia" e "Areola" bem como os seus limítrofes. Foi com espanto, quando deparamos numa das quintas, com vários túmulos medievais, um pouco dispersos pela quinta, alguns camuflados pela vegetação, como se pode ver na reportagem fotográfica no SlideShow. Aldeias pequenas com gente genuína de trabalho puramente rural, estes locais ficam a poucos quilómetros de Mêda. Quase poderia vaticinar que no redor das sepulturas medievais, haverá um grande espólio arqueológico enterrado, até porque essas sepulturas não são amovíveis porque foram esculpidas nas enormes rochas ali existentes. Um tesouro perdido por explorar, e ainda no segredo dos Deuses. - Digo eu que nada sei!. Atenção que são terrenos privados e vedados. A freguesia de Outeiro de Gatos integra o concelho da Meda e fica a três Kms. da sede do concelho. É uma localidade de agradável aspecto, de campos verdejantes, cobertos de vinhas, olivais e amendoais. É atravessada pela Estrada Municipal 601, que, partindo da Meda e passando por esta ridente freguesia, se encaminha para o Aveloso, um pouco ao longo da Ribeira Teja, e depois se encaminha para a Prova, daí fazendo ligação com terras dos concelhos de Trancoso e Sernancelhe. O lugar da Ariola é uma anexa de Enxameia.



             HISTÓRIA:
Outeiro de Gatos fazia parte do termo do antigo concelho de Casteição e a sua história, tal como a do lugar dos Chãos, está intimamente relacionada com a sede daquele concelho extinto pela Reforma Setembrista, em 6 de Novembro de 1836.
Em 1527, o censo régio da população registava 6 moradores na "quinta de Outeiro de Gatos". D. Joaquim de Azevedo, na História Eclesiástica da Cidade e Bispado de Lamego, fidalgo capelão da Casa Real e abade de Cedovim, nos finais do Século XVIII e princípios do Século XIX, assim descreve Outeiro de Gatos: "... no termo de Casteição, dista de Lamego 10 léguas, de Lisboa 59; curato de Nossa Senhora da Graça, que renderá 60$00 réis, apresentado pelo Abade de Casteição; tem capelas de S. Sebastião, Nossa Senhora do Desterro, na quinta de Enxameia; Nossa Senhora do Amparo, na quinta do Desembargador Caetano Saraiva; há nesta freguesia um grande campo do concelho, chamado Tecedeira, que os lavradores por devoção fabricam para o culto divino, e do que produziu um ano se fizeram os dois pequenos, mas bons sinos da igreja; produz a terra muitos gados, castanhas e pão; tem 168 fogos, almas 401."
No final do Século XVII, Outeiro de Gatos estava integrado no concelho de Ranhados, juntamente com a Areola, e a sua população conjunta atingia então os números de 85 fogos e 340 almas, que se elevaram bastante à entrada de 1900, pois, nesse ano, registava o conjunto de Outeiro de Gatos e Areola 193 fogos e 705 almas. Em 1960 a localidade de Outeiro de Gatos contava 398 habitantes, e 318 habitantes 20 anos depois, tendo perdido 15% em duas décadas.

A cultura de cereais, a produção de seda e o pastoreio do gado fizeram prosperar as gentes desta freguesia entre os séculos XVI e XVIII. Em breve a cultura vinícola foi ocupando terras que dantes produziam cereal, aumentando o rendimento dos habitantes. Algumas habitações existentes na localidade mostram o crescimento económico que então se verificou; a Casa dos Pessanhas é um belo exemplar, mas outras casas aqui se encontram, de abastados lavradores.É do final do Século XVIII a construção da Igreja Matriz, de notória traça barroca. Também nesse período teve vida florescente um convento, de que há ainda alguns vestígios.

O vinho de Outeiro de Gatos tem características peculiares, sendo conhecido como um vinho perfumado. José Augusto Abrunhosa Tavares, um dos ilustres filhos desta localidade, referiu tal característica na sua obra "Um jogo da barra às portas de Almeida", um trabalho notável por quanto nele se consigna de interesse histórico e etnográfico acerca desta região. Referência especial para um outro seu natural, cultor das letras, o Dr. Alfredo Cabral, que dirigiu o jornal "O Educador", foi dirigente superior do Ministério da Educação em Lisboa e publicou alguns livros de poesia, utilizando admiravelmente a redondilha popular.

Bibliografia:
Rodrigues, Adriano Vasco - "Terras da Meda - Natureza e Cultura" - 1983;
Saraiva, Jorge António Lima - "O Concelho de Meda - 1838-1999" - 1999.
Fonte: www.cm-meda.pt

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