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ÉVORA MONTE - ESTREMOZ - ÉVORA











Apontamento AuToCaRaVaNiStA:

Évora Monte, é uma freguesia alentejana, pertencente ao Concelho de Estremoz, Distrito de Évora - Portugal. O principal ponto de interesse desta característica e tradicional Vila Alentejana, é o seu Castelo, um pouco degradado e abandonado à altura da sua visita. Faço aqui um reparo negativo, ao cimento com que cobriram parte do Castelo no seu exterior. aliás fazemos sempre referencia negativa, quando não se respeitam os materiais originais no nosso mais valioso património histórico. Apreciamos o facto de estar aberto com acesso livre ao seu interior, é gratuito.

CASTELO DE ÉVORA MONTE:
A Concessão de Évora Monte, foi um acordo assinado entre liberais e miguelistas na vila alentejana de Évora Monte, Concelho de Estremoz, em 26 de Maio de 1834, que pôs termo à guerra civil de 1832/34. Em obras de saneamento básico, nas poucas habitações do interior da muralha. Castelo com Torreão Central (revestido a cimento no exterior!!) e enormes fossos nas pontas. Tem no seu interior uma Cisterna de água, por baixo do solo (mal zelada) Capela e cemitério no interior.
Do alto da Muralha tem-se uma vista magnífica.




           HISTÓRIA:

CERCA URBANA: perímetro muralhado com planta em forma de triângulo escaleno que contorna toda a vila, seguindo a configuração do morro de Evoramonte. É composta por uma muralha construída em alvenaria de pedra irregular argamassada, integrando quatro torres semicirculares, cinco torreões artilheiros circulares, ameias de corpo largo e adarve que une todas as portas da vila e torres. Em alguns locais, a muralha foi implantada directamente na rocha. Conservam-se quatro portas em arco quebrado. Porta do Freixo, Porta de S. Brás, Porta do Sol ou da Vila, Porta de S. Sebastião - e um postigo. A Porta do Freixo virada para S., no sentido de Évora, é aparentemente a principal, apresentando portal de arco quebrado de moldura granítica sobrepujado por uma lápide dionisina e ladeado por duas torres semicirculares, estando este conjunto flanqueado à esquerda por um torreão artilheiro cilíndrico.


A Porta de S. Brás, virada para SE., encontra-se localizada no flanco ocidental, sensivelmente no meio do troço que corre entre os dois bastiões circulares, sendo constituída, no interior, por arco rebaixado, e, no exterior, por arco gótico assente em bases de granito ornamentado. A Porta do Sol ou da Vila, virada para nascente, de onde lhe provém a toponímia, é constituída por vão em arco quebrado e cubelos flanqueantes, sendo de configuração similar à Porta do Freixo. A porta de S. Sebastião, obra do séc. 15, está virada a O. e apresenta arco quebrado amplo, sendo a que se encontra mais próxima do paço. Terá sido alargada para permitir a passagem de animais de carga e apetrechos de guerra (Espanca, 1962). O Postigo, localizado no troço de muralha entre o bastião da Porta de S. Sebastião e o das Portas do Sol, tratava-se de um acesso secundário utilizado para permitir o acesso de pessoas à vila sem ser preciso abrir a porta principal, e encontra-se num local em que a espessura da muralha atinge os dois metros, sendo o local de mais difícil acesso e que seria, por isso, obstruído em períodos de guerra (Espanca, 1962). 


As quatro torres medievais semicirculares serviam de reforço defensivo às duas entradas que flanqueiam. Os cinco torreões cilíndricos artilheiros, assentes numa base quadrangular, possuem ameias largas no topo e canhoneiras de tijolo, tanto no intervalo dos merlões como no corpo do torreão. PAÇO: implantado na zona N. da vila, no ponto de cota mais elevada, apresenta planta quadrangular com quatro torreões circulares - um em cada ângulo - orientados segundo os quatro pontos cardeais. Cada torre possui três tambores de diâmetro decrescente, de que resulta um volume de forma telescópica. O corpo principal apresenta canhoneiras no remate.

Naturalmente, as quatro fachadas organizam-se em cada um dos lados do quadrado, entre duas das torres, com janelas dispostas de modo quase simétrico de molduras dos vãos graníticas. A fachada principal está virada a NE., nela se encontrando uma ampla porta em madeira de perfil quadrangular com ombreiras chanfradas em granito, possivelmente destinada a acesso carral (Pereira, 1989), e duas janelas assimétricas, uma em cada piso.

O corpo vertical está dividido em quatro pisos - piso térreo, segundo e terceiro pisos, e terraço -, cada um deles de planta quadrada, com cobertura de seis abóbadas de aresta equivalentes, suportadas por quatro colunas de capitéis lavrados, e acessos aos torreões cobertos por abóbada de berço. As paredes NO. e SO. encontram-se directamente assentes na rocha. O piso térreo é o que apresenta menor pé-direito. Possui, no interior, quatro colunas torsas de secção circular, assentes em bases quadradas decoradas com lóbulos nos ângulos e dupla gola envolvida em motivos de labaredas desde a gola inferior até ao início do fuste. Os capitéis têm três golas delgadas com decoração vegetalista nos dois espaços intermédios, revelando influência manuelina (Espanca, 1962). Sobre as colunas assenta a abóbada abatida com nervuras duplas boleadas.



No torreão N. encontra-se uma outra porta com arco de volta perfeita, em ângulo e uma escada em caracol com degraus graníticos, que liga ao terraço. O torreão O. possui também uma escada em caracol de serventia do mesmo material, que liga ao segundo andar. Do lado SO. do piso térreo parte uma chaminé que atravessava os pisos superiores até ao terraço. O segundo piso, possui colunas de secção quadrada com chanfro, base quadrada com lóbulos e gola circular. Os capitéis octogonais irregulares são decorados nas quatro faces maiores com motivos anelares e triângulos invertidos na parte inferior. A cobertura é feita em abóbada semi-circular com nervuras chanfradas em alvenaria. Neste piso, as colunas e abóbadas são idênticas às do primeiro, embora de perfil mais simples, com capitéis de secção octogonal de duas golas, em que a superior é torsa, e entre as quais se encontra uma ornamentação em botões.

O terraço possui pavimento de tijoleira e é delineado por merlões chanfrados muito amplos, entre os quais se abrem canhoneiras. No torreão N., sobre a abóbada que cobre o acesso ao terraço, encontra-se um marco geodésico. Os torreões apresentam, no interior, uma planta subrectangular, com paredes espessas, cobertura em abóbada de berço de arcos torais simples e as aberturas em arco pleno correspondentes às canhoneiras*1, conservando encaixes em cantaria para portadas. Todos apresentam frestas e canhoneiras em diferentes níveis da sua superfície. As portas de madeira ripada, desprovida de decoração, com batentes em ferro, e janelas com gradeamento de ferro. Decoração interior eminentemente vegetalista e restrita aos capitéis, bases de coluna e ângulos de vãos. O corpo principal é envolvido por dois cordões que delimitam a separação dos pisos e que se fecham em nós volumosos.

Fonte: www.monumentos.pt/


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