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MADRID - ESPANHA


Apontamento Autocaravanista:
Madrid e Barcelona são as duas principais cidades Espanholas, que devido ao seu enorme aglomerado populacional, são quase impenetráveis, estacionar e transitar em Autocaravana dentro destas cidades são feitos praticamente impossiveis. As parcas imagens existentes, são apenas para registar a minha passagem pela cidade. Para um registo fotográfico digno, terá que ficar para outras núpcias. Aparcar em Camping, e deslocar-me de taxi até á cidade e depois fazer as visitas obrigatórias e fundamentais de metro. Até lá...



               HISTÓRIA:
Época romana e visigoda
Igreja de São Nicolau em Madrid. A conquista, colonização e pacificação romana da península Ibérica durou quase duzentos anos; desde a Segunda Guerra Púnica até ao ano de 27 a.C., no qual se completou o processo de paz no norte do território, dividindo então a península em três províncias. A região de Madrid situava-se na Hispânia Tarraconense. Neste período, Madrid era apenas uma pequena localidade rural na qual se cruzavam estradas e com uma paisagem natural excepcional. Tem-se discutido recentemente a possibilidade de existência de uma antiga basílica visigoda perto da igreja de Santa Maria da Almudena, mas ainda nada foi confirmado.
Era muçulmana
O primeiro relato histórico da existência de uma povoação na região de Madrid data da época muçulmana. Na segunda metade do século IX, o emir de Córdova, Muhammad I (852 - 886) mandou contruir um forte numa elevação junto ao rio (lugar ocupado actualmente pelo Palácio Real) com o propósito de vigiar a serra de Guadarrama e ser o ponto de partida de ataques contra os reinos cristãos do norte. Junto do forte, para sul, situava-se o povoado; chamava-se Mayrīt (Magerit em português). Deste período, foram descobertos em escavações arqueológicas levadas a cabo na cidade a partir de 1975, alguns restos da muralha árabe. Em Madrid nasceu no século X Maslama al-Mayriti, chamado o "Euclides andaluz", notável astrónomo e fundador da Escola Matemática de Córdova.
Conquista de Castela
A taifa de Toledo caíu nas mão de Afonso VI de Castela sem oferecer resistência a 25 de Maio de 1085. Madrid e os seus arredores ficaram integrados no reino de Castela. Mudaram os muçulmanos, que habitavam na cidade, para os arrabaldes (bairros periféricos) que estavam ocupados na era árabe por moçárabes. Durante o século seguinte, Madrid recebe várias ofensivas árabes: os almorávidas, que incendiaram a cidade em 1109, e os almóadas mais tarde em 1197. A vitória cristã da Batalha de Navas de Tolosa acaba em definitivo com a influência muçulmana no centro da península. Sucederam-se nesta época dois acontecimentos que se revelaram extremamente importantes e que marcaram profundamente a religião cristã da cidade: o descobreta uma imagem da Virgem de Almudena e a vida "milagrosa" de Isidro Labrador, que mais tarde viria a ser canonizado[5]. Madrid crescia prosperamente e recebeu, em 1123, o título de vila; passou rapidamente a concelho e depois tornou-se no centro da comunidad de villa y tierra de Madrid. Em 1152, o rei Afonso VII estableceu os limites da comunidad de villa y tierra de Madrid, entre os rios Guadarrama e Jarama. Em 1188, uma representação madrilenha participa pela primeira vez nas Cortes de Castela. Em 1202, Afonso VIII concede o primeiro foral municipal à vila de Madrid, que servia para regular o seu funcionamento; as competências atribuídas foram ampliadas em 1222 por Fernando III. O governo de Madrid ficou, até 1346, a cargo dos seus habitantes num sistema de concelho aberto; o rei Afonso XI implantou nessa altura um novo regime na vila, no qual só os representantes da oligarquia local, os regedores, governavam. Vista de Madrid de Anton Van Wyngaerde, 1562. O reis da dinastia de Trastâmara passaram largas temporadas na vila de Madrid devido acima de tudo à possibilidade de poderem caçar, passatempo bastante apreciado pela realeza castelhana. Na Guerra das Comunidades, Madrid uniu-se à revolta contra Carlos I (1520), mas a derrota dos populares na batalha de Villalar levou a que a vila fosse ocupada pelas tropas reais. Apesar da posiçãom tomada por Madrid nesta ocasião, o sucessor de Carlos I, Filipe II decide instalar a corte em Madrid em 1561[6], tornando-a assim na capital de Espanha; este facto contribuiu decisivamente para a evolução da cidade. Salvo um breve período entre 1601 e 1606 em que a corte este instalada em Valladolid, o título de capital permaneceu em Madrid até à actualidade. Com o establecimento da corte em Madrid, a sua população começou a crescer de forma significativa. Em 1625, Filipe IV deita a baixo a muralha da cidade, pois já não correspondia aos verdadeiros limites de Madrid, e constrói a que foi a última cerca de Madrid. Esta nova cerca cumpriu a sua utilidade até ao século XIX, altura na qual o crescimento da população obrigou que se passa-se além dela. O trabalho do governo centraliava-se no Alcázar Real, conjunto de edifícios situados nos terrenos que mais tarde foram ocupados pelo Palácio Real. Paralelamente, construíu-se um palácio no outro extremo da cidade, para lá dos limites da cerca; este era o Palácio do Bom Retiro, do qual foram conservados os jardins e a Sala do Trono; actualmente é utilizado pelo Museu do Prado.

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