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MÊDA - GUARDA


Apontamento AuToCaRaVaNiStA:
A Mêda é sede de Concelho e pertence ao Distrito da Guarda. É sem dúvida alguma um dos Concelhos de Portugal com mais carga Histórica, tem um dos mais ricos espólios em matéria de Castelos, e também um vasto espólio em edifícios religiosos, e arte sacra. As Aldeias medievais, os Pelourinho as fontes etc, etc. Existe ainda um vasto espolio por descobrir nestas terras da Mêda, como pude constatar pelas imensas urnas fúnebres medievais em pedra, espalhadas pelos montes e quintas particulares, algumas até escondidas pela alta vegetação. Mêda sem dúvida um Concelho obrigatório para visita. Consulte o nosso portefólio dedicado a Mêda e confira algumas das maravilhas desta Região.


             HISTÓRIA:


O concelho da Meda é um dos 14 que integram o Distrito da Guarda. Na antiga divisão em províncias, este município fazia parte da Beira Alta. Actualmente faz parte da Região Centro. Caracteriza-se por se situar numa zona de transição entre as regiões naturais do Planalto Beirão e do Alto Douro. Está situado a Nordeste do Distrito, tendo ao norte o concelho de Vila Nova de Foz Côa, a nascente ainda Vila Nova de Foz Côa e o de Pinhel, a poente o concelho de Penedono e a sul o de Trancoso.


A cidade da Guarda dista 70 kms da sede do concelho da Meda, Viseu está a cerca de 100 Kms, o Porto dista 210 Kms. e a capital, Lisboa, está a 370 kms. de distância. A área do concelho é de 296 km2, contando, pelo censo de 1991, com uma população de 7.440 habitantes, distribuídos por 16 freguesias:

Aveloso, Barreira, Casteição, Coriscada, Fontelonga, Longroiva, Marialva, Meda, Outeiro de Gatos, Paipenela, Poço do Canto, 
Prova, Rabaçal, Ranhados e Valflor.


Pinturas rupestres e outros achados mostram que a região terá sido povoada a partir de finais do Paleolítico, havendo vestígios dolménicos em Aveloso, Longroiva, Prova e Ranhados, sendo o documento pré-histórico mais importante a estátua-menir de Longroiva, confirmando a ancestralidade das Terras de Mêda.
Dos povos da época castreja que viveram nas imediações desta vila salientam-se os Aravos, na zona de Marialva, os Longobritas, em Longroiva, e os Meidubrigenses, na Meda.


Os Romanos foram aqueles que mais exerceram aqui o fenómeno de aculturação. As calçadas, as pontes, as placas tumulares, os marcos milenários, as moedas, as aras votivas, as villae e os vicus e as civitas por eles construídas testemunham bem o seu esforço de nos romanizar, testemunhos da ligação com Roma, especialmente nas épocas dos césares Trajano e Hadriano.
Seguiram-se os povos «Bárbaros», os Suevos e Visigodos. Os Árabes, também aqui se fixaram até 1065, data em que Fernando Magno, Rei de Leão e Castela, conquistou a região.

A atual cidade de Mêda desenvolveu-se com a reconquista cristã do território e o estabelecimento nos começos do séc. XII, dum ermitério beneditino situado no local da igreja Matriz, perto do Morro do Castelo.
Durante a Idade Média, a Meda era um povoado de dimensão reduzida, contrastando com as vilas vizinhas que hoje integram este concelho: Marialva, Ranhados, Longroiva e Casteição. Esta localidade era um cenóbio beneditino, situado no sopé de um morro granítico que assinalava a presença cristã e o direito ao celeiro.


Na reconquista cristã das Terras de Mêda, protagonizada por Fernando Magno em 1063, foram preciosos auxiliares os castelos do concelho de Mêda. Os pelourinhos e forais velhos e quinhentistas simbolizam a autonomia municipal e testemunham as alterações administrativas. O rei D. Manuel I outorgou o foral à vila de Mêda em 1519. O concelho na sua atual configuração foi reconstruído após a reforma do liberalismo. A criação do município é, assim, anterior ao séc. XVI. Constituído inicialmente por uma única freguesia, o concelho foi beneficiado por decretos sucessivos que nele integraram as freguesias atuais. Todavia, já em 1872, Meda apresentava-se como cabeça de Câmara, com efeitos administrativos, fiscais, judiciais e eclesiásticos, e a sua posição sai reforçada com a decisão judicial de Barjona de Freitas.


Até aí, várias alterações decorreram: Os concelhos do Aveloso, Casteição, Longroiva e Ranhados foram extintos por Decreto de 6 de Novembro de 1836. Marialva apenas foi extinto em 1852. A freguesia da Prova, que pertencia em 1855 ao concelho de Penedono, ficou a pertencer ao de Mêda em 1872. A Mêda restaurou a sua comarca (poder judicial) em 12 de Novembro de 1875; a partir de então, e até 1951, o dia 12 de Novembro foi feriado municipal. Atualmente, o feriado municipal ocorre em 11 de Novembro (dia de S. Martinho) desde 1974, tendo em atenção a importância de que se reveste a vinicultura para todo o concelho.

Mêda, até então Vila, foi elevada a Cidade em 26 de Janeiro de 2005.

Fonte: www.cm.meda.pt

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